São Paulo, 18 de Abril de 2021

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    82% das grandes indústrias pretendem investir neste ano

    (28/02/2021) - Nada menos do que 82% das grandes empresas pretendem investir em 2021. É o que mostra a pesquisa “Investimentos na Indústria 2020-2021”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), segundo a qual a intenção da maior parte dos empresários é melhorar processos e aumentar a capacidade de produção.

    Para a CNI, este índice sinaliza forte desejo de retomada do setor industrial, depois da crise provocada pela pandemia. De fato, em 2020, 84% das empresas pretendiam investir - um percentual acima dos anos anteriores. No entanto, só 69% o conseguiram, um dos menores registros na história da pesquisa.

    “A redução dos investimentos ocorreu, em grande parte, pelo elevado custo dos insumos e pela reavaliação do mercado doméstico como destino dos produtos”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi. “Muitos investimentos foram adiados para este ano, pelo alto custo para investir e pela falta de alternativas de financiamento”.

    De acordo com Abijaodi, os investimentos devem ocorrer, principalmente, na melhora do processo produtivo – vontade expressa por 35% das indústrias. O aumento da capacidade de produção teve 33% das respostas.

    Para outros 15%, a principal meta é manter a capacidade produtiva e, para 11% deles, o de introduzir novos produtos. O percentual de investimento voltado para o mercado doméstico aumentou de 36% para 39%, mas segue abaixo da média histórica, de 42%.

    Mas, independentemente do objetivo do investimento previsto, em 66% dos casos há a expectativa de aquisição de máquinas.

    Uma das queixas do setor continua sendo a falta de alternativas viáveis de recursos de terceiros para investir. Nos últimos seis anos, cerca de 70% dos recursos empregados nos investimentos vieram do próprio caixa das empresas. Em 2020, o percentual ficou em 72%, idêntico ao de 2019.

    No ano passado, a participação de bancos comerciais privados ficou em 13%, um ponto percentual abaixo do registrado em 2019. A participação de bancos oficiais de desenvolvimento foi de apenas 7%.

    Outras fontes de financiamento, como bancos comerciais públicos, financiamento externo e construção de parcerias ou joint ventures, somaram 8%.