São Paulo, 26 de Janeiro de 2021

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    CNI prevê que o PIB industrial crescerá 4,4% em 2021


    (20/12/2020) - A economia brasileira deverá recuperar no ano que vem as perdas sofridas em 2020, com uma expansão no PIB da ordem de 4%, impulsionada principalmente pelo avanço do PIB industrial, que deverá crescer 4,4%.

    A projeção está contida na edição especial do “Informe Conjuntural - Economia Brasileira”, apresentada na última quarta-feira, 21, pela CNI - Confederação Nacional da Indústria.

    De acordo com o estudo, parte significativa deste crescimento terá de ser debitada à fraca base de comparação oferecida por 2020, ano marcado por uma recessão agravada pelos efeitos da Covid-19 sobre a economia.

    A estimativa da entidade é de que, em 2020, o PIB caia 4,3% na comparação com 2019, e o PIB industrial, 3,5%.

    Para o presidente da CNI, Robson de Andrade, as incertezas com relação à economia continuam elevadas e só diminuirão com a imunização da maior parcela possível da população, sem a qual será difícil a volta à plena normalidade da atividade econômica.

    “Mas também será imprescindível que a retomada seja acompanhada pela aprovação de reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, para que ela marque o reinício de um crescimento sustentado”, disse Andrade.

    O crescimento da atividade no ano que vem será acompanhado da criação de empregos, mais concentrada na construção civil, tanto em seu braço imobiliário como no de infraestrutura.

    Andrade observou, no entanto, que, com a queda no receio do contágio pelo coronavírus e o fim do auxílio emergencial, mais pessoas deverão voltar a procurar emprego em 2021, elevando a taxa de desocupação.

    As projeções da CNI mostram que a taxa de desocupação deverá crescer em 2021 e ficar em 14,6% da força de trabalho. Esse índice é 0,7 ponto percentual maior que a taxa projetada para 2020, de 13,9%.

    O estudo também indica que a inflação deve fechar 2021 em 3,55% ao ano e a taxa básica de juros será mantida no atual patamar de 2% ao ano até o fim do primeiro semestre de 2021, quando se iniciará uma sequência de três aumentos. A Selic deverá ficar em 3% ao ano no fechamento de 2021.

    Com a melhora na atividade e a previsão de redução de despesas, o resultado fiscal do setor público também deverá melhorar um pouco em 2021.