São Paulo, 26 de Janeiro de 2021

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    Alta na produção e exportação de máquinas agrícolas


    (13/12/2020) - Dados da Associação Nacional de dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgados na última segunda-feira, 7, mostram que a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias somou 4,971 mil unidades em novembro, com alta de 2,4% sobre outubro.

    Na comparação com igual mês de 2019, a alta foi de 13,3%. No entanto, no acumulado de janeiro a outubro, a produção foi de 42,952 mil unidades, uma queda de 15,5%.

    As exportações totalizaram 804 unidades em novembro, crescimento de 0,9% sobre outubro. Mas houve queda nas vendas externas na comparação com novembro de 2019, de 27,8%. No acumulado do ano, as exportações somaram 8.042 unidades, com queda de 32,6% diante de 2019.

    Já as vendas caíram em novembro na comparação com outubro, para 4,3 mil unidades, um recuo de 5,8% explicado por Ana Helena Andrade, vice-presidente da Anfavea, pela sazonalidade do mercado. Mas houve um crescimento de 29,5% na comparação com o mesmo mês de 2019.

    “Foi o melhor resultado para novembro desde 2014”, afirmou a executiva, segundo quem no acumulado até novembro foram comercializadas 42,1 mil máquinas, alta de 3,8% ante 2019.

    De acordo com ela, os bons números foram impulsionados pela demanda aquecida dos produtores agrícolas, da construção civil e da mineração. Ana Andrade acredita que o segmento caminha no rumo da normalidade da produção em 2021.

    A dirigente também elogiou a iniciativa da CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Ministério da Agricultura, que lançaram no final de novembro a plataforma digital ID Agro, desenvolvida para que os produtores rurais possam, gratuitamente, registrar tratores e máquinas agrícolas.

    A plataforma atende lei federal que liberou tratores agrícolas do emplacamento e do licenciamento, mas tornou obrigatório o registro em um cadastro específico do Ministério da Agricultura.

    “O registro trará uma série de benefícios aos produtores rurais”, afirmou Andrade. “Os tratores passam a ter um documento oficial que permitirá a circulação em vias públicas, dificultará os roubos e baixará o custo do seguro, que é caro justamente porque é muito difícil localizar um trator roubado”.