São Paulo, 08 de Março de 2021

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    Nuclep investe na produção de torres de energia


    (09/12/2020) - A Nuclep - Nuclebras Equipamentos Pesados vai investir R$ 40 milhões em uma nova linha de produção de torres de transmissão, em Itaguai (RJ). R$ 20 milhões estão sendo destinados para a expansão da capacidade produtiva da planta.

    Atualmente, a capacidade de produção de torres de transmissão é de 900 toneladas de estrutura/mês. Com a aquisição de novos equipamentos, a intenção é chegar a aproximadamente 3 mil toneladas/mês. O mercado de transmissão de energia representa 60% dos negócios da Nuclep e a expectativa é que chegue a 90%, já que o segmento vem apresentando alta demanda. O Plano Decenal de Expansão de Energia 2029, publicado em 2019, prevê um acréscimo de 55,8 mil km em linhas de transmissão no país.

    “Tivemos que declinar pedidos porque estamos trabalhando no crescimento da operação. Hoje são 72 colaboradores, a ideia é chegar em 250. É um empreendimento grande, uma nova concepção para Nuclep e tudo isso traz muitos desafios, os quais o nosso corpo técnico está trabalhando pesado para vencer”, diz Gilmax Araújo, gerente geral de produção da empresa.

    Em outubro, a empresa realizou testes com a primeira torre de transmissão estaiada produzida na nova unidade, de 47 metros de altura e 7,7 toneladas de estrutura. Foram dois dias de testes, com avaliação da estrutura em oito diferentes hipóteses de carregamento. Aprovada em todos os quesitos, a torre cumpriu os requisitos técnicos e de qualidade estabelecidos. De acordo com a Nuclep, os testes também foram certificados pelo cliente, uma multinacional da área de energia.

    A aprovação possibilita que a Nuclep inclua a produção em série deste tipo de torre como parte dos contratos em execução. A empresa possui contrato com um dos maiores grupos privados do setor elétrico do Brasil e entregará todas as estruturas metálicas do contrato no primeiro semestre de 2021.

    PEÇAS USINADAS - Nas torres de transmissão, as calotas são as peças responsáveis por suportar o peso da estrutura metálica, posicionadas sobre uma sapata de concreto armado. De formato esférico, as calotas se assemelham a bolachas de aço (diâmetros de 350 a 400 mm) e passam por operação de furação em seu centro para passagem do pino de ancoragem. “Essa bolacha é encaixada num pino e dá suporte para a estrutura da torre estaida”, explica Araújo.

    As peças são produzidas em tornos verticais com pastilhas de metal duro com arestas de grandes diâmetros. Depois de usinadas, são encaminhadas para a mandriladora, onde um furo central de 39 mm de diâmetro é feito. Além das calotas, algumas peças de união e de conjuntos soldados também são usinadas.

    Quatro máquinas são dedicadas à usinagem de componentes das torres de transmissão estaiadas: duas fresas convencionais, um torno vertical e uma mandriladora. Com apoio técnico e comercial da fabricante nacional de estruturas metálicas Metha Engenharia, outras máquinas foram adquiridas: quatro máquinas de estruturas, para corte e furação de cantoneiras, e uma para furação de chapas.

    “Para completar a linha de produção, compramos também duas máquinas para fazer conformação por estampa, uma de recorte para os ângulos nas pontas das cantoneiras e uma para furação após a dobra”, detalha Araújo. Segundo a Nuclep, as máquinas (importadas da Itália) devem ser instaladas ainda em 2020.