São Paulo, 04 de Dezembro de 2020

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    Implementos: Linha Pesada acelera recuperação das perdas


    (15/11/2020) - O bom desempenho das vendas no segmento pesado está ajudando a indústria de implementos rodoviários a recuperar as perdas provocadas pela pandemia do novo coronavírus.

    De acordo com a Anfir - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, o volume de emplacamentos de reboques e semirreboques, os principais itens da área de equipamentos pesados, já apresenta variação positiva de 0,76% no ano na comparação com 2019.

    O total de emplacamentos de janeiro a outubro de 2020 chegou a 53.642 reboques e semirreboques, diante das 53.240 unidades comercializadas no mesmo período de 2019.

    “As vendas destas modalidades mais pesadas de implementos rodoviários sinaliza que a crise em nosso setor deverá, felizmente, ser de curta duração”, comemora Norberto Fabris, presidente da Anfir.

    De acordo com Fabris, o mercado de pesados é impulsionado, em grande parte, pelas operações de agronegócios e construção civil. Os modelos Basculante, Baú Carga Geral e Carrega Tudo vem se destacando no desempenho do setor.

    O segmento de Basculantes, por exemplo, registrou a venda de 13.439 unidades entre janeiro e outubro de 2020, diante das 10.834 apuradas no mesmo período do ano passado, com alta de 24,04%.

    Quanto ao Baú Carga Geral, as vendas somaram 5.319 unidades nos dez primeiros meses deste ano, diante de 4.782 entre janeiro e outubro de 2019 (acréscimo de 11,23%). No segmento Carrega Tudo, foram 1.040 e 882 unidades, respectivamente, crescimento de 17,91%.

    Já o segmento leve – representado principalmente pelas carrocerias sobre chassis – não tem ido tão bem em 2020. O segmento está registrando até aqui uma retração de 7,26%, diante de igual período do ano passado.

    De janeiro a outubro de 2020, o total de emplacamentos no segmento leve foi de 43.480 unidades, contra 46.883 produtos no mesmo período de 2019. Esta queda, no entanto, não assusta o presidente da Anfir.

    “No contexto geral, o resultado dos dois segmentos reforça a nossa previsão de que poderemos registrar em 2020 um ano de negócios semelhante ao exercício anterior”, diz Fabris. “Em vista das circunstâncias negativas resultantes da pandemia, está mais do que bom”.