São Paulo, 23 de Abril de 2021

  • Notícias

    Retomada das exportações eleva produção de veículos


    (08/11/2020) - A indústria automobilística produziu 236.468 veículos no mês. Este volume é 7,4% maior que o do mês anterior e 18% menor que o de outubro de 2019. O aumento das exportações contribuiu para este resultado.

    Segundo os dados da entidade, as exportações apresentaram sensível reação em outubro, graças à retomada de mercados vizinhos após uma prolongada quarentena. No total, foram exportados 34.882 veículos, o que representa aumento de 14,3% sobre setembro e de 16,4% sobre outubro de 2019.

    “Temos acompanhado nossos principais mercados de exportação, como Argentina, México, Colômbia e Chile, que ainda estão com quedas relevantes, da ordem de 30 a 40%. As empresas estão tentando acelerar as exportações na medida do possível”, observou Luiz Carlos de Moraes, presidente da Anfavea, lembrando que, no caso da Argentina, o governo impôs uma limitação de 96 mil unidades (de agosto a dezembro, para veículos de qualquer origem).

    No acumulado do ano, porém, as vendas externas seguem em baixa, de 34,2% - a projeção da Anfavea é de um encolhimento de 34% em 2020, em comparação ao ano passado.


    PRODUÇÃO - Por segmentos, a produção de veículos leves cresceu 7,2%, em outubro, enquanto a de comerciais leves caiu 5,1%; a de caminhões cresceu 15,6%; e a de ônibus caiu 7,8%. Já a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias cresceu 9% no mês passado. No acumulado janeiro a outubro, o recuo é de 38,5%, bem próximo à projeção feito pela Anfavea, de -35%.

    De acordo com a Anfavea, a retomada se dá em um cenário de grandes desafios para a indústria automobilística, indicando um fechamento do ano com números bem próximos às das projeções feitas pela entidade.

    “Os resultados de outubro revelam os esforços da indústria para atender ao crescimento da demanda em alguns segmentos do mercado”, ressaltou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. “Temos muitos desafios para atingir uma recuperação mais vigorosa, como os novos protocolos das fábricas, a dificuldade de planejar o médio prazo, a alta dos custos e, recentemente, a falta de alguns insumos”, destacou o dirigente.