São Paulo, 23 de Janeiro de 2021

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    Setor de máquinas e equipamentos registra nova alta

    (01/11/2020) - No mês de setembro, o faturamento líquido total do setor de máquinas e equipamentos cresceu 9,8% em comparação a agosto. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o avanço foi de 13,3%; no acumulado do ano (janeiro a setembro) o resultado foi 1,3% inferior. Os dados foram divulgados na última quarta-feira pela Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

    De acordo com a entidade, o mercado interno tem sido o principal responsável pelo desempenho do setor nos últimos meses. A receita interna cresceu 22,9% na comparação interanual e 8,4% em relação a agosto. No acumulado, o aumento das vendas no mercado interno foi de 3,5%. No terceiro trimestre, os negócios no mercado interno tiveram expansão de 22,7%.

    A Abimaq ressalta que os resultados demonstram que as retrações do mercado interno observadas no pico da pandemia foram revertidas. Segundo a associação, uma possível compensação das vendas interrompidas no auge da pandemia, uma melhora em segmentos como máquinas agrícolas e alguma substituição de importados por nacionais explicam o comportamento do mercado doméstico.

    “Nós fomos uma das primeiras associações a passar do pessimismo para o otimismo. Em maio nos arriscamos a dizer que o pior da crise já tinha passado e o fundo do poço tinha ficado para trás. A gente continua crescendo. Mas esse crescimento tem sido atrapalhado pelas exportações, que estão em queda. Nossos números seriam muito mais robustos se as exportações não estivessem caindo”, disse José Velloso, presidente-executivo da Abimaq. De acordo com ele, a queda nas exportações de manufaturados é um fenômeno que vem ocorrendo na indústria mundial de manufaturados. “É difícil dimensionar quando acabará a crise no comércio exterior, ainda mais com uma segunda onda da pandemia acontecendo em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa”, destacou.

    As exportações foram 17,3% maiores frente ao mês de agosto, contabilizando US$ 648,11 milhões. Em relação a setembro de 2019, houve retração de 23,7%. No balanço anual, a queda foi de 27,7%. A queda das exportações ocorreu em todos os segmentos que compõem o setor. Entre janeiro e setembro, houve forte retração nos seguintes segmentos: máquinas para logística e construção civil (-42,1%); máquinas para petróleo e energia renovável (-30,8%); máquinas para infraestrutura e indústria de base (-28%); e máquinas para a indústria de transformação, 12,2%. O setor com menor retração é o de máquinas para agricultura (-1,3%).

    Nas importações, foram acumulados US$ 1.110,76 milhões, com aumento de 3,2% em relação a agosto. Na comparação anual e no acumulado a retração foi de, respectivamente, 15,2% e 7,4%. O aumento das importações foi sentido em: máquinas para petróleo e energia renovável (3,2%) e máquinas para infraestrutura e indústria de base (22,7%). Recuaram os seguintes segmentos: máquinas agrícolas (-28,0%), máquinas para bens de consumo (-23,1%) e máquinas para a indústria de transformação (-19,8%).