São Paulo, 23 de Janeiro de 2021

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    Nardini pede recuperação judicial

    (01/11/2020) - Uma das mais tradicionais fabricantes de máquinas do Brasil, a Indústrias Nardini deu entrada em pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Cível de Americana. A medida é uma tentativa de se viabilizar um plano para sanear as finanças da empresa.

    Há muitos anos, a empresa centenária vem enfrentando dificuldades. Em março deste, o MPT - Ministério Público do Trabalho havia pedido a intervenção judicial na empresa, visando garantir o pagamento de dívidas trabalhistas e obrigações previdenciárias.

    De acordo com o jornal O Liberal, de Americana, onde a Nardini está instalada, que teve acesso aos documentos constantes do processo, publicou que as dívidas com credores, entre pessoas físicas e jurídicas, somam R$ 61 milhões. “A situação financeira e administrativa da empresa é alvo há anos de discussão judicial. Nos fóruns fiscais, cíveis e trabalhistas, há centenas de processos contra a Nardini”, informou o jornal.

    Ainda de acordo com o jornal, os advogados da Nardini alegam que a situação financeira da empresa é precária, mas ainda viável. “Apesar do enorme esforço dispendido para que o maior número de funcionários permanecesse ativo, atualmente com 286 (duzentos e oitenta seis) colaboradores, as dívidas das autoras aumentam a cada dia exponencialmente”, cita a empresa na ação.

    “O processo de recuperação judicial, num primeiro momento, vai criar uma blindagem para que a empresa possa trabalhar tranquilamente. Os valores pendentes vão ser discutidos e pagos na recuperação judicial”, disse o advogado Gabriel Battagin Martins, representante da Nardini.

    O período para elaboração do plano é apontado como fundamental pelo advogado para entender a real situação da Nardini. Há o pedido na ação para que sejam suspensas todas as ações ou execuções contra a empresa. “Nesse período de deferimento de 60 dias, a gente vai ter uma noção mais real de qual é a capacidade da empresa, do que ela fatura com o que ela despende para se manter, o que gera de caixa, para a gente projetar os pagamentos”, disse Martins.