São Paulo, 04 de Dezembro de 2020

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    Indústria acumula expansão de 37,8% de maio a agosto


    (18/10/2020) - O faturamento real da indústria no mês de agosto ultrapassou o patamar do início do ano, tendo aumentado 2,3% na comparação com julho e, o dado mais relevante, 37,8% em relação a abril, no auge da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

    É o que mostra a pesquisa “Indicadores Industriais”, da CNI - Confederação Nacional da Indústria, que, apesar do cenário mais positivo, também destaca que, devido à forte queda de março e abril, o valor no acumulado do ano encontra-se 3,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2019.

    De qualquer forma, há outros números igualmente favoráveis em agosto. O emprego industrial cresceu 1,9%, tendo sido o primeiro mês de crescimento em 2020. Com esse desempenho, o nível de emprego já se encontra próximo ao patamar pré-crise.

    Já as horas trabalhadas cresceram 2,9% entre julho e agosto, e acumulam crescimento de 25,1% em relação a abril. No entanto, o indicador ainda não retornou ao patamar pré-crise.

    O mesmo ocorre com a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que alcançou 78,1% em agosto, mas se encontra 0,8 ponto percentual abaixo do percentual de fevereiro deste ano.

    De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os números reforçam a percepção de recuperação em "V" da atividade industrial, recuperação esta que já vem de alguns meses.

    “É preciso também destacar a importância de a alta da atividade vir acompanhada pelo crescimento do emprego”, afirma Azevedo. “Isso sugere maior confiança do empresário”.

    Ele observa que a massa salarial registrou igualmente aumento em agosto na comparação com julho, de 4,5%. O crescimento mais que compensou a queda do mês anterior, mas o indicador ainda está distante do patamar pré-pandemia, até porque algumas empresas ainda estão adotando suspensão de contrato ou redução de jornada com redução de salário.

    Acompanhando o movimento da massa salarial, o rendimento médio real pago aos trabalhadores cresceu 2,8% em agosto diante de julho. O rendimento médio também tem sido afetado pelos acordos de redução de jornada ou suspensão de contrato e se encontra distante do patamar pré-pandemia. Na comparação com agosto de 2019, a queda é de 2,2%.