São Paulo, 20 de Setembro de 2020

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    Indústria brasileira cai 6 posições em ranking global


    (13/09/2020) - Após sucessivas quedas, o Brasil ocupa agora a 16ª posição no ranking global da índústria, de acordo com o estudo Desempenho da Indústria no Mundo, publicado pela CNI - Confederação Nacional da Indústria. Em 2019, o País passou a responder por 1,19% da indústria global, contra 1,24% do ano anterior.

    De acordo com os dados do estudo, a indústria brasileira vem perdendo relevância na produção mundial, estando em trajetória decrescente desde 2009. Em 2014, o País estava entre os 10 maiores produtores do mundo. Entre 2015 e 2017, foi superado pelo México, Indonésia, Rússia e Taiwan, caindo para a 14ª posição. Em 2018, a Turquia ultrapassou o Brasil, que caiu para a 15ª posição e, em 2019, foi superado pela Espanha.

    “O cenário torna ainda mais urgente a aprovação de reformas e legislações que destravem a economia brasileira e aumentem a competitividade da indústria nacional. São os casos da reforma tributária, da nova lei do gás e do reforço em investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Essas são iniciativas essenciais para restabelecer condições para a indústria brasileira voltar a competir internacionalmente”, comentou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

    Segundo a CNI, o desempenho das exportações da indústria de transformação também retrata perda de competitividade. A participação brasileira no mercado internacional deve ficar em 0,82% no ano de 2019. Em 2018, o Brasil ocupava a 30ª posição no ranking global. Desde 1990, é observada uma menor participação da indústria nacional na produção industrial global. A crise econômica que se instalou entre os anos de 2014 e 2016 intensificou essa queda. Ao contrário do Brasil, após 2009 a produção mundial está em crescimento.

    Atualmente, a indústria chinesa é a maior do mundo. Em 2019, a participação do país na indústria de transformação mundial chegou a 29,67%, registrando aumento de 0,82 ponto percentual em relação ao ano anterior, o único resultado positivo entre os países avaliados. As maiores quedas ocorreram na Alemanha (de 5,64%, em 2018, para 5,42%, em 2019) e Japão, (de 7,12% para 7,01%, no mesmo período). Os dois países, apesar do recuo, estão apenas atrás da China e dos Estados Unidos.

    A China também é líder no ranking de exportações. Na sequência estão Alemanha, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Em 2018, esse grupo representou 41% das exportações mundiais da indústria de transformação. Para o Brasil, a queda de 7,2% nas exportações da indústria de transformação, em 2019, significou a interrupção de três anos contínuos de crescimento. O recuo registrado no último ano reverteu cerca de metade do crescimento acumulado entre 2015-2018, de 15%.

    Entre os motivos da retração, segundo a CNI, estão a volatilidade do câmbio, a crise argentina (recuo de 4,6% no PIB) e as tensões existentes entre China e Estados Unidos. Soma-se a isso, a depreciação do real, 12% entre 2017 e 2019, frente ao dólar. Em 2019, as vendas para a Argentina e para os Estados Unidos representaram 28% do total exportado pela indústria de transformação no Brasil.