São Paulo, 20 de Setembro de 2020

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    Atividade industrial se aproxima do nível pré-pandemia


    (13/09/2020) - A atividade da indústria brasileira continuou em trajetória de recuperação em julho, conseguindo reverter a maior parte da queda acumulada em março e abril e quase retornando ao patamar pré-pandemia.

    De acordo com a pesquisa mensal “Indicadores Industriais”, da CNI - Confederação Nacional da Indústria, o faturamento real, as horas trabalhadas na produção e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentaram pelo terceiro mês consecutivo.

    O faturamento real aumentou 7,4% em julho, acumulando alta de 34,5% nos últimos três meses - o faturamento está só 1,7% menor que o registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia.

    O resultado do mês aponta para uma recuperação quase completa do faturamento real após a queda de 26,9% registrada em março e abril. Na comparação entre os períodos de janeiro a julho deste ano e o de janeiro a julho de 2019, o faturamento real acumulado apresenta queda de 5,0%.

    As horas trabalhadas na produção aumentaram 4,5% em julho, totalizando uma alta de 20,9% nos últimos três meses. No entanto, o total de horas trabalhadas ainda está 7% abaixo do apurado em fevereiro.

    O indicador já havia crescido 7,2% em maio e 7,9% em junho, o que reverte a maior parte da queda de 23% observada em março e abril. No acumulado do ano, o indicador apresenta queda de 9% em relação a igual período do ano anterior.

    Por sua vez, a UCI aumentou 2,9 pontos percentuais em julho e 8,8 pontos nos últimos três meses, saindo de 66,6% para 75,4%. A UCI teve, assim, revertida a maior parte da queda de 12,2 pontos percentuais acumulada nos meses de março e abril.

    Ou seja, apesar da ociosidade continuar elevada, o indicador está em trajetória de recuperação rumo aos níveis pré-pandemia, embora esteja ainda 3,4 pontos abaixo. Na média do ano de 2020 até julho, a UCI é 3,6 pontos percentuais inferior à média do mesmo período de 2019.

    O emprego industrial, contudo, segue sem reação. Se em julho o emprego industrial ficou próximo da estabilidade, ao registrar queda de apenas 0,2%, a massa salarial e o rendimento médio caíram na comparação com junho. Na comparação com fevereiro, o emprego industrial acumula queda de 3,5% e a massa salarial, de 6,8%.