São Paulo, 13 de Agosto de 2020

  • Notícias

    Nova bateria de coque da ArcelorMittal terá 49 fornos


    (29/07/2020) - A quarta bateria de fornos da ArcelorMIttal, composta por 49 fornos, terá capacidade produtiva de 600 mil toneladas de coque por ano. A nova unidade, que está sendo construída pela ThyssenKrupp no complexo de Tubarão (ES), será agregada às outras três baterias originais da coqueria (também projetadas pela Thyssenkrupp nos anos 1980). Quando estiver pronta, ocupará uma área construída de 7 mil m² e 20 metros de altura em seu ponto máximo.

    A Thyssenkrupp informa que, em um ano e dez meses, alcançou 50% da obra da nova bateria. Foram 10 meses dedicados ao desenvolvimento de engenharia e aquisições e um ano para a construção. “O rápido andamento do projeto foi possível devido ao uso de tecnologias de engenharia civil que permitem redução de até 20% do tempo de execução, alinhando altos níveis de qualidade e segurança”, informa a Thyssenkrupp, destacando que este projeto “consolida a sua capacidade de realização de contratos EPC turnkey no setor industrial”.

    A construção utiliza elementos de concreto pré-fabricados que agilizam a montagem em campo, demandando menor mão de obra (cerca de 20%) em comparação aos métodos tradicionais de concretagens in loco. Outra metodologia empregada foi a utilização de formas deslizantes para a construção de duas paredes de travamento longitudinal, conhecidas como Pinion Walls. Essa tecnologia possibilita a concretagem contínua em um regime de trabalho ininterrupto. A construção de cada uma das paredes de 16 m de altura x 16 m de largura e espessura de 1,5 m aconteceu em cinco dias, totalizando 800 m³ de concreto em ambas.

    Tecnologias digitais foram aplicadas para diminuir não-conformidades de execução em campo e eventual retrabalho. O projeto foi desenvolvido em modelagem 3D virtual, a partir de escaneamento a laser do ambiente da obra e compartilhado com as empresas subcontratadas em ambiente comum para evitar falhas e ganhar rapidez na execução.

    "Quando se combina a execução de uma obra segura com a capacidade de gestão EPC e o uso de tecnologias digitais para reduzir falhas de maneira preditiva, o resultado é uma entrega de qualidade, dentro do prazo e orçamento estipulados”, diz Paulo Alvarenga, CEO da unidade Plant Technology da Thyssenkrupp no Brasil.