São Paulo, 13 de Agosto de 2020

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    Ferramentaria investe R$ 128 milhões em Guarulhos


    (19/07/2020) - Especializada na fabricação de moldes para corte e repuxo, a Mold Brasil divulgou plano de investimento de R$ 128 milhões para a instalação de nova linha de produção em Guarulhos (SP). O projeto - previsto para ser concluído em 2022 - teve início com a aquisição de um galpão de 9 mil m², ao lado das atuais instalações de 5,5 mil m².

    Diego Gonsales dos Reis, presidente do Conselho de Administração da Mold Brasil, afirma que o investimento integra a estratégia de posicionar-se entre as três maiores empresas do segmento de corte e repuxo com objetivo as atender futuras demandas do setor automotivo. “Estes investimentos nos permitirão produzir moldes de maior porte, como laterais e capôs de veículos”, diz.

    Para tanto, diz que reservou cerca de R$ 105 milhões para a aquisição de máquinas de maior porte. “Vamos passar de máquinas de usinagem de 5 para 10 metros no eixo X, com capacidade de produção de peças de 40 a 50 toneladas”, explica. Um novo centro de usinagem está sendo negociado com a Hartford, de Taiwan.

    Nos planos da Mold Brasil também estão a aquisição de uma prensa com capacidade de até 2 mil toneladas, para a realização de try-outs para clientes, e pontes rolantes para movimentação de cargas de até 50 toneladas. Reis conta que, quando puder contar com as duas unidades, uma delas será destinada apenas para a realização de try-outs para os clientes, enquanto a outra será voltada à área de usinagem.

    A empresa foi fundada em 1992 como Modelação SM, tendo alterado a razão social ao final daquela década. Reis assumiu o controle da companhia em 2010. “Nosso foco sempre foi a produção de moldes para corte e repuxo e quase 90% de nossa produção são ferramentas de grande porte”, observa.

    Reis mostra-se confiante de que o setor automotivo - apesar das dificuldades trazidas pela pandemia - manterá os projetos de investimentos em novos modelos anunciados nos dois últimos anos, que demandarão novos moldes de corte e repuxo para estampagem. Cita alguns projetos de conhecimento público, FCA e Volkswagen, além de outros ainda não divulgados, e afirma: “Estes projetos estão mantidos e não há sinalização de que venham ser adiados”.

    POSIÇÃO FAVORÁVEL - Em sua avaliação, esses projetos vão seguir seu curso e, como sua empresa está monetizada, ficará numa posição excepcional frente à concorrência. “Nos próximos anos a indústria automotiva continuará fabricando e negociando carros normalmente e seus fornecedores com mais reserva de caixa e capacidade operacional vão se destacar diante dos demais”, analisa.

    Reis calcula que mais de 90% das ferramentarias estão passando por sérias dificuldades financeiras, o que já acontecia no período pré-pandemia e se agravou profundamente com a recente paralisação da indústria. O mercado de projetos deve crescer nos próximos três anos e o potencial desse negócio, segundo o empresário, é estimado em algo entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões.

    “As montadoras têm poder de fogo. Vejo com bons olhos os próximos três anos para quem estiver totalmente estruturado”, observa. “Afora as montadoras de carros e caminhões, há boas perspectivas também na produção de linha branca, componentes para usinas eólicas e até para a indústria nuclear”.