São Paulo, 10 de Julho de 2020

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    Usiminas Mecânica será reestruturada

    (28/06/2020) - A Usiminas anunciou na última quarta-feira, 24, o plano de reestruturação das atividades de sua subsidiária Usiminas Mecânica, localizada em Ipatinga, no Vale do Aço, em Minas Gerais. A subsidiária é especializada em soluções para diferentes indústrias, como óleo e gás, siderurgia, energia, mineração, indústria primária, transporte e infraestrutura.

    De acordo com o comunicado da companhia, que é uma das principais do setor siderúrgico brasileiro, a Usiminas Mecânica irá daqui para frente executar somente as atividades ligadas à prestação de serviços para a Usiminas e as suas controladas. A exceção fica para os projetos externos que estão hoje em andamento.

    “A reestruturação decorre do fato de a Usiminas Mecânica, cujas atividades não constituem o core business da Usiminas, ter apresentado significativa redução na geração de caixa nos últimos cinco anos, com resultados decrescentes nos segmentos de montagem industrial e manufatura”, explicou a companhia em seu comunicado.

    A proposta, que foi apresentada pela diretoria da empresa e aprovada pelo conselho de administração, põe fim aos rumores de que a Usiminas Mecânica encerraria as suas atividades. Os rumores foram alimentados pela própria empresa, ao reconhecer as perdas que vinha sofrendo por causa dos recuos na economia, situação agravada pela pandemia da Covid-19.

    A Usiminas não se manifestou sobre as possíveis demissões que poderão ser feitas devido à reestruturação, embora já tenha afirmado, por meio de nota, que estava dialogando com os sindicatos acerca da adequação da fábrica de Ipatinga ao novo contexto, e que tentaria reduzir ao máximo o impacto sobre os empregos sem comprometer a sustentabilidade.

    O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região (Sindipa), Geraldo Magela, no entanto, teme a possibilidade de ocorrer cerca de 700 demissões. Na mesma quarta-feira, ele afirmou que o fato não está descartado e que os postos de trabalho podem ser perdidos nos próximos três meses.

    “Estamos nos movimentando, buscando autoridades, para conseguir barrar as demissões. Pensamos em fazer, inclusive, uma paralisação na fábrica, caso a empresa insista em demitir”, antecipou Magela.