São Paulo, 10 de Julho de 2020

  • Notícias

    Importação de bens de capital registra alta de 15,5%

    (21/06/2020) - De acordo com dados divulgados pela Abimei - Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais, as importações de bens de capital totalizaram US$ 9.485,3 milhões no primeiro quadrimestre de 2020, registrando alta de 15,5% em relação ao mesmo período de 2019 (US$ 8.214,5 milhões)

    “As indústrias nacionais investiram na compra de máquinas e equipamentos importados com alta tecnologia no segundo semestre do ano passado e nos primeiros meses de 2020, para melhorar a produtividade, a qualidade e reduzir os custos de produção”, argumenta Paulo Castelo Branco, presidente-executivo da associação.

    As importações de equipamentos de transporte industrial sofreram retração de 8,1%, passando de US$ 1.132,2 milhão para US$ 1.041 milhão. Nas importações classificadas como “exceto equipamentos de transporte”, houve alta de 19,2% no quadrimestre, na comparação com 2019, somando US$ 8.444,3 milhões.

    Outra categoria que registrou alta foi a de bens intermediários, 0,4% (US$ 33.299,8 milhões). As importações de peças e acessórios para bens de capital - subcategoria de bens intermediários - cresceram 6% (US$ 6.913,4 milhões) em relação ao mesmo período de 2019 (US$ 6.522,9 milhões).

    A subcategoria peças e equipamentos de transporte foi a que registrou pior desempenho, com queda de 24,7% (caindo de US$ 3.904,8 milhões para US$ 2938,8 milhões). As importações totais tiveram queda de 0,4% de janeiro a abril deste ano e movimentaram US$ 55.569,9 milhões, ante US$ 55.771,4 milhões no mesmo período de 2019.

    Questionamos a Abimei se a alta nas importações está relacionada ao processo de nacionalização de equipamentos para a indústria do petróleo (importações fictas, para atender nossa legislação deste setor) que já estavam anteriormente no país. “O aumento de importação de bens de capital não está levando em conta nenhuma nacionalização de bem de capital já existente no Brasil, pois como o câmbio estava em viés de alta, as empresas não fizeram nacionalização nesse período”, informou Castelo Branco.