São Paulo, 10 de Julho de 2020

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    Cresce demanda por transporte rodoviário de cargas

    (21/06/2020) - Pesquisa divulgada na última terça-feira, 16, pelo Departamento de Custos Operacionais da NTC&Logística, mostra que a demanda por transporte rodoviário de cargas no Brasil voltou a melhorar, atingindo na semana compreendida entre os dias 8 e 14 deste mês o maior nível desde o final de março.

    De acordo com a entidade que representa o setor, o indicador teve melhora de 1,4 ponto percentual, e agora apresenta queda de 36,8% em relação aos níveis verificados antes da crise sanitária e econômica.

    Na semana terminada em 29 de março, o recuo da demanda atingiu 26,9%. A melhora atual acontece em meio ao relaxamento de algumas normas de isolamento social para controlar o coronavírus em diversos pontos do país.

    “Se nada atrapalhar, acredito que estejamos no início de uma retomada. Mas para termos certeza é preciso aguardar as próximas semanas", afirmou o responsável pela pesquisa da NTC, Lauro Valdivia.

    Desde o início do levantamento, em março, o menor nível foi registrado na semana até 19 de abril - queda de 45,2%.

    Embora tenha havido melhora na demanda, o percentual de empresas que tiveram queda no faturamento aumentou para 89% na semana de 8 a 14 de junho, ante 88% na semana anterior. Mas, em meados de maio, o índice chegou a 94%, segundo a entidade.

    Para cargas fracionadas, que contêm pequenos volumes, a sondagem mostrou melhora de pouco mais de 5 pontos na comparação semanal, embora ainda haja variação negativa de 31,23% em relação aos níveis pré-pandemia.

    Já para “cargas lotação”, que ocupam toda a capacidade dos veículos e são utilizadas principalmente nas áreas industriais e agrícolas, a retração chegou a 37% na última semana, melhora de 2 pontos.

    A maior queda nas cargas lotação foi verificada nas realizadas para o setor automotivo, de 56,81%. Cargas para a indústria em geral recuaram 37,29%. Outras retrações importantes ocorreram nas cargas para o agronegócio (34,14%), embalagens (33,33%), alimentos refrigerados (32,18%), combustíveis (32,00%) e alimentos não refrigerados (30,11%).

    A menor queda foi registrada nas cargas farmacêuticas (10,50) e químicas e agroquímicas (17,48%).