São Paulo, 20 de Setembro de 2020

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    Pandemia quase zera receita de indústrias de Pernambuco

    (07/06/2020) - Pesquisa divulgada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco (Simmepe) na última quarta-feira, 3, mostrou que os efeitos da pandemia da Covid-19 deixaram 32% das empresas locais do setor praticamente sem faturamento, devido à queda drástica na demanda do mercado.

    O setor reúne mais de 2 mil indústrias, desde siderúrgicas e estaleiros até pequenas empresas como serralharias e prestadores de serviços de usinagem. A grande maioria delas foi afetada, em maior ou menor grau, pela pandemia. Segundo a pesquisa, para 28% das empresas a queda nas receitas ficou entre 21% e 50%.

    Apenas 8% registraram faturamento normal ou muito próximo ao normal. A pesquisa identificou ainda que, junto com a retração no faturamento, o nível de utilização da capacidade produtiva também registrou queda bastante significativa.

    “Nada menos do que 56% das empresas estão trabalhando com menos de 30% de sua capacidade instalada”, diz Alexandre Valença, presidente do Simmepe, segundo quem 13% dos entrevistados estão utilizando menos de 50% de suas máquinas.

    Outros dados da pesquisa revelam que, para fazer frente à queda no faturamento, as empresas foram obrigadas a tomar várias medidas com o objetivo de redução de custos.

    De fato, 64% das empresas ouvidas realizaram demissões e 12% ainda não demitiram, mas com certeza irão dispensar funcionários. Só 24% afirmaram que não pretendem demitir. Entre as empresas que demitiram funcionários, 21,1% informaram que a redução no quadro de pessoal foi de aproximadamente 50%.

    Com relação aos benefícios criados pelo governo federal para dar suporte às empresas prejudicadas pelos efeitos da pandemia, 41,7% adotaram a redução de jornada e salário, 41,7% aderiram à prorrogação do pagamento de impostos, 62,5% suspenderam contratos de trabalho, 20,8% deram férias coletivas, 50% deram férias para parte dos colaboradores e 58,3% recorreram ao home office.

    Apenas 12% conseguiram acesso a alguma linha de crédito emergencial lançada pelo governo e 40% estão tentando, mas ainda não conseguiram. Os 48% restantes não tentaram obter o benefício. Das 12% que conseguiram acesso ao crédito, 66% são pequenas empresas.