São Paulo, 23 de Fevereiro de 2020

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    Mercado de condomínios logísticos tem menor vacância em 7 anos


    (02/02/2020) - O mercado brasileiro de condomínios logísticos fechou 2019 apresentando crescimento em 16 estados do país, além da menor taxa de vacância dos últimos sete anos, com queda de 3,8 pontos percentuais (p.p.) na comparação com 2018. Os dados são do relatório First Look, realizado pela JLL, consultoria multinacional de serviços imobiliários e de gestão de investimentos.

    De acordo com o relatório, também na comparação com o ano anterior, houve, em 2019, um aumento de 68% no volume de estoques entregues pré-locados. Este fator, segundo a consultoria, colaborou para a queda de 6,7 p.p na taxa de vacância nos últimos dois anos.

    No quarto trimestre de 2019, foram absorvidos 595 mil m², totalizando 2,4 milhões de m² negociados no ano todo. O estado de São Paulo permaneceu como principal mercado, com 385 mil m² locados em média por trimestre.

    Minas Gerais e Rio Grande do Sul também apresentaram números relevantes em 2019, com volume de 150 mil m² e 90 mil m², respectivamente. A Região Nordeste teve igualmente desempenho positivo, com 201 mil m² negociados, significativos 25% a mais que o acumulado no ano anterior.

    O volume de novo estoque no último trimestre corresponde a 38% do total entregue no ano. Foram entregues 312 mil m², distribuídos por cinco estados (Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul), sendo que 43% desta área já está locada. Em São Paulo, as regiões de Jundiaí (58 mil m²) e Guarulhos (71 mil m²) foram as que mais receberam novos estoques.

    O imóvel LOG Extrema, em Minas Gerais, foi a maior entrega do período, com um BTS (Built to Suit) de 77 mil m² para o Grupo Dafiti. As operações BTS - contratos de locação de longo prazo, no qual o imóvel é construído para atender interesses pré-determinados do locatário - já se tornaram, aliás, bastante comuns no Brasil.

    O cenário para 2020 é de otimismo. São previstos 1,5 milhão de m² para serem entregues, sendo 412 mil² fora do eixo Rio-São Paulo. A absorção deve continuar alta e o preço médio do m², que havia caído durante a crise, já apresenta uma retomada de 3,5 p.p. na comparação com 2018, sinalizando tendência de aumento.


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