São Paulo, 09 de Dezembro de 2019

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    GM amplia capacidade da fábrica de Gravataí


    (01/12/2019) - Na última quarta-feira (27), a GM inaugurou oficialmente a linha de montagem do novo Onix na fábrica de Gravataí (RS). A unidade - que está completando 19 anos de operação e já produziu quase 4 milhões de veículos - recebeu investimento de R$ 1,4 bilhão ao longo dos últimos dois anos para passar a produzir o novo Onix (hatch) e o Onix Plus.

    Desde a sua inauguração, em 2000, a fábrica gaúcha passou por três grandes ampliações. A primeira em 2006, quando teve inicio a fabricação do Celta e a capacidade de produção foi elevada para 230 mil veículos/ano. A segunda, em 2010, com a entrada em linha do Prisma, e a capacidade foi ampliada para 350 mil veículos/ano. “Esta é a terceira grande expansão nestes 19 anos de funcionamento sempre incorporando os mais avançados processos de produção existentes a fim de atender as necessidades técnicas da nova linha de produtos”, comentou Marcos Munhoz, vice-presidente da GM América do Sul.

    Equipada com novos robôs - que agora já são mais de 700 -, novo prédio de injeção de polímeros, com quatro novas máquinas de injeção de para-choques, e vários recursos de Indústria 4.0, IoT e Realidade Aumentada, a fábrica irá ampliar a cadência de produção, de 63 para 66 veículos por hora, a partir do início de 2020.

    Segundo Luis Mesa, diretor do Complexo Industrial Automotivo da GM de Gravataí, muitos processos da fábrica foram digitalizados, como as simulações de volume de produção da linha, que buscam os melhores meios de transporte e de movimentação das peças.

    Foram instalados softwares de controle de produção que programam o mix de modelos diretamente para a linha de produção, o que traz agilidade e reduz a necessidade de grande volume de estoque. Outro software integra os sistemas que controlam os parâmetros de produção de acordo com os sistemas de qualidade, garantindo que cada parafuso tenha o torque exato, por exemplo.

    Os novos robôs trabalham sincronizados, com sistemas de visão que realizam autocorreções automáticas, dentro do conceito de manufatura 4.0. Integrados com sensores a laser, os robôs realizam verificações dimensionais online dos carros produzidos. A velocidade de processamento de dados e conectividade dos robôs com os demais equipamentos foi otimizada por meio de sistemas de comunicação Ethernet IP.

    De acordo com a montadora, a IoT - Internet das Coisas invadiu a linha de montagem, que agora está equipada com sensores, sinalizadores, equipamentos e sistemas que se comunicam através de rede Wi-Fi. Além disso, são utilizados sistemas de movimentação autônoma - os AGCs (Automatic Guided Cart ou carrinhos automáticos guiados), que servem para o transporte interno de componentes. Além disso, grande parte das peças possuem rastreabilidade por meio de sistema de RFID (sistema de identificação por rádio frequência).

    Também são utilizadas ferramentas auxiliares de montagem especiais e proteção de segurança de equipamentos rotativos que foram desenvolvidas via software e transferidas por rede diretamente às máquinas CNC para produção.

    “Realizamos o escaneamento 3D de peças que geram comparações com os modelos matemáticos a fim de garantir qualidade em escala milimétrica”, destaca Luis Mesa. Além do escaneamento, o levantamento do volume de área produtiva também utiliza máquinas 3D de última geração para vislumbrar possíveis interferências estruturais no processo.

    O uso da realidade aumentada (VR) também chegou ao chão de fábrica. Com óculos de realidade virtual, os operadores treinaram o processo de montagem do Novo Onix mesmo antes de a primeira carroceria do modelo existir.

    Usando a mesma tecnologia, a fábrica se utiliza de drones para manutenção preventiva de telhados, calhas, chaminés e para verificação de pontos de difícil acesso, como em pontes rolantes. “Como a nossa prioridade é buscar sempre a maior segurança das nossas pessoas, a robotização torna-se essencial nestes casos. Além disso, ela é capaz de realizar as tarefas com precisão em menor tempo”, comenta o diretor da fábrica.

    Ao longo deste ano, foram contratados mais 500 funcionários para trabalhar na nova linha, além de outros 1.500 na cadeia de fornecedores. O número de fornecedores também foi ampliada, com a incorporação de sete novos sistemistas - cinco instalados no complexo e dois fora. A área construída do Compelxo Industrial de Gravataí foi ampliada de 154 mil m² para 161 mil m².


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