São Paulo, 15 de Novembro de 2019

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    Empresa do ´engenheiro que virou lixeiro´ abrirá fábrica em SP


    (10/11/2019) - Depois de adaptar a fábrica de Cambé, no Paraná - que já conta com um faturamento de cerca de R$ 40 milhões - a Boomera, empresa de reciclagem criada pelo engenheiro ambiental Henrique Guilherme Brammer Jr., deve agora abrir uma nova fábrica em São Paulo, voltada para a transformação de cápsulas de café descartadas em suportes plásticos e porta-cápsulas.

    É mais um passo na surpreendente carreira de sucesso desta companhia que nasceu do inconformismo de Brammer diante do fato de os plásticos não serem reaproveitados tanto quanto o papelão e as latas de alumínio.

    Problema que ele resolveu com muita pesquisa e desenvolvimento, design de produtos e logística reversa. “Acabei virando o engenheiro que se tornou lixeiro - com muito orgulho”, diz ele.

    Hoje, a Boomera desenvolve projetos que transformam resíduos difíceis - como fraldas descartáveis e cápsulas de café - em novos produtos e matérias primas que voltam para a indústria. Trata-se de um negócio de economia circular inovador, por gerar valor a partir de materiais que teriam por destino final os aterros sanitários.

    Assim, os resíduos recolhidos da Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, tornam-se cones para aulas de educação física; fraldas sujas são convertidas em lixeiras e cabides; embalagens de suco em pó se tornam instrumentos musicais. Por conta disso, a empresa, que tem hoje 150 funcionários, espera atingir um faturamento de R$ 100 milhões em 2020.

    Prêmio Empreendedor Social - O alcance do trabalho socioambiental da empresa também é significativo. O projeto já reciclou 60 mil t de plástico (há mais de 100 pontos de coleta somente nas lojas do Grupo Pão de Açúcar), beneficia 8 mil catadores que tiveram a sua renda aumentada de R$ 400 para R$ 1.500 mensais, em 13 estados do Brasil, e envolve cerca de 200 cooperativas. Não por acaso, Brammer foi agraciado com o Prêmio Empreendedor Social.

    Brammer já estendeu a operação para países como Argentina, Chile e Colômbia por meio do CircularPark - metodologia que envolve cientistas (de universidades e da Boomera) e catadores de material reciclável. Pretende a partir de agora montar parcerias globais. Pelo visto, algo perfeitamente viável.


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