São Paulo, 15 de Novembro de 2019

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    Faturamento da indústria cresce pelo 4º mês seguido


    (10/11/2019) - De acordo com os “Indicadores Industriais”, pesquisa periódica da CNI - Confederação Nacional da Indústria, o faturamento industrial vem mantendo tendência de alta, tendo crescido 0,4% em setembro.

    É o quarto mês consecutivo de alta do indicador, que acumula 2,1% de crescimento no período. Desde 2014 o faturamento não registrava quatro meses consecutivos de alta.

    Ainda assim, o índice segue menor que o observado em 2018, devido às quedas significativas do faturamento em alguns meses do primeiro semestre de 2019. De fato, o faturamento recuou 0,3% diante de setembro de 2018 e 1,7% na comparação entre os acumulados entre janeiro e setembro de 2019 e 2018.

    Os demais resultados de setembro sugerem que a atividade industrial ainda é moderada. Após dados mais favoráveis em agosto, metade dos índices levantados manteve-se estável na passagem de agosto para setembro.

    O baixo dinamismo faz com que os números da indústria em 2019 mantenham-se próximos aos registrados em 2018. Na verdade, comparando-se o acumulado de janeiro a setembro de 2019 com o do mesmo período de 2018, a maioria dos índices registra queda.

    A exceção é a Utilização da Capacidade Instalada (UCI). A média de 2019 está 0,1 ponto percentual superior à registrada em 2018. Na comparação entre setembro de 2019 e de 2018, o resultado é mais positivo, alta de 0,5 ponto percentual.

    A UCI de setembro ficou em 78%, percentual idêntico ao do mês anterior. O indicador encontra-se perto da estabilidade no semestre – em junho, havia registrado 77,8% e, em julho, 77,9%.

    O emprego na indústria não se alterou em setembro, o segundo mês consecutivo sem alteração. O emprego caiu 0,4% na comparação com setembro de 2018, enquanto o acumulado no ano recuou 0,3%.

    Já as horas trabalhadas na produção recuaram 0,2% em setembro, a quarta queda nos últimos cinco meses. Na comparação do acumulado entre janeiro e setembro de 2019 e de 2018, as horas trabalhadas também recuaram: 0,2%.

    A massa salarial cresceu 0,4% em setembro. Nos últimos quatro meses, o índice alternou subidas e descidas, essas últimas mais intensas. Mas o rendimento médio real pago aos trabalhadores da indústria não se alterou nos últimos dois meses.


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