São Paulo, 15 de Novembro de 2019

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    Mercado interno sustenta alta do setor de máquinas


    (03/11/2019) - Se em 2018 o setor de máquinas e equipamentos se manteve em alta graças às exportações, em 2019 são as vendas no mercado doméstico é que estão garantindo o crescimento. Enquanto as exportações de janeiro a setembro registram queda de 4,5%, as vendas internas cresceram 6,2% no mesmo período. No geral, a receita líquida do setor está 1,2% acima obtido no ano passado.

    “No ano passado o crescimento do setor de máquinas e equipamentos foi baseado no bom desempenho no mercado externo, ao contrário deste ano. O mercado externo está fraco, com várias economias em desaceleração, incluindo os nossos parceiros aqui do Mercosul”, comentou Maria Cristina Zanella, gerente do Departamento de Produtividade da Abimaq, na semana passada, durante a apresentação do balanço de setembro do setor.

    De acordo com a Abimaq, o mercado doméstico vem reagindo melhor. O bom desempenho em setembro, com crescimento de 6,8%, fez com que o acumulado do ano voltasse a superar o resultado obtido no mesmo período do ano passado. O crescimento interno foi puxado pelas vendas de máquinas para celulose, máquinas para a agricultura e para a indústria de transformação.

    No mês de setembro, as exportações caíram 10,6% na comparação com o mês anterior e registraram leve alta sobre o mesmo mês de 2018, de apenas 0,1%. O único segmento que apresentou alta nas exportações em setembro foi o de Máquinas para Logística e Construção Civil, graças ao aumento de 5,4% nas vendas de máquinas rodoviárias.

    Nas importações o movimento também foi de baixa, de 28,4% em relação ao mês de agosto. Porém, a entidade ressalta que o resultado é pontual, na medida que os núemros de agosto forma “inflados” pela aquisição de sondas petrolíferas no valor de US$ 590 milhões – não fosse este dado as importações teriam crescido 13% no mês. No ano, de janeiro a setembro, as importações registram alta de 18,7%. “Este crescimento se iniciou em maio de 2019 e está baseado na aquisição de componentes para geração de energia, válvulas, tubulações, equipamentos de sondagem e exploração de óleo e gás e equipamentos para mineração”, informa a Abimaq.

    CONSUMO APARENTE – Com isso, o consumo aparente (produção - exportação + importação) do setor registrou queda em setembro de 16,4%, em relação a agosto, e alta de 16,8% sobre setembro de 2018. No acumulado do ano, o consumo aparente está 13,6% acima do mesmo período, em grande parte pela aquisição de bens importados, como destacou a entidade.


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