São Paulo, 27 de Setembro de 2020

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    Bener prevê forte crescimento no 1º semestre de 2020


    (13/10/2019) - “O mercado está melhorando, devagar mas de forma consistente”, analisa Ricardo Lerner, diretor do Grupo Bener, um dos principais distribuidores de máquinas do País, que tem em seu portfólio marcas como Makino, Hyundai Wia, Tornos, Seyi, entre outras. “Não há picos de crescimento. É gradual, mas com sustentabilidade”, completa.

    Em sua opinião, esse quadro é normal, diante das modificações econômicas que estão em curso no País. Para Lerner, até que essas mudanças se transformem em reação na ponta, é preciso um tempo.

    Este ritmo, porém, tende a mudar já no primeiro semestre de 2020. Para este período, provavelmente no segundo trimestre do próximo ano, ele espera um salto no volume de negócios, “acima do esperado, pelo menos no setor industrial”.

    Em sua avaliação, investimentos externos (“existe hoje no mundo muito capital à espera de oportunidades para investir”) e internos serão os vetores do impulso previsto. As reformas da previdência e tributária, associadas à diminuição da insegurança jurídica, vão facilitar a atração desses investimentos.

    Demanda Reprimida - De outro lado, Lerner lembra que hoje os negócios estão sendo puxados principalmente pelas grandes empresas, que estavam com muitos projetos represados. Muitas delas, companhias que ao longo do período de crise internalizaram muitos serviços até então realizados por terceiros. “A tendência é se concentrarem no seu core e voltarem a terceirizar esses serviços, gerando demanda na cadeia produtiva. Aí, então, os pequenos e médios devem sentir os efeitos desse processo e também devem voltar às compras”.

    De seu ponto de vista, Lerner diz já ter percebido uma melhora em importantes setores da indústria, responsáveis por grande parcela dos negócios com máquinas e equipamentos, caso dos setores automotivo e do agronegócio, e também dos setores aeroespacial e de óleo e gás. “Estou bastante otimista. Este ano espero um crescimento de 20% acima de 2018”, diz. “Para 2020, a expectativa é de alta de pelo menos 30%”.