São Paulo, 28 de Janeiro de 2020

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    As novas projeções da Anfavea para 2019


    (13/10/2019) - A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) reviu suas projeções para o 2019. Os novos números apontam expectativa de crescimento na produção e, sobretudo, nas vendas ao mercado interno. De acordo com o levantamento da equipe econômica da entidade, as vendas internas deverão fechar o ano com 2,8 milhões de unidades vendidas, 9,1% acima do resultado obtido em 2018.

    “As estimativas feitas no início do ano levavam em conta um crescimento maior do PIB, câmbio mais estável e maior agilidade na aprovação das reformas da Previdência e Tributária. Além disso, o cenário na Argentina ficou pior do que o imaginado. Na revisão feita agora, 85% da redução da expectativa de produção se deveu à queda de embarques aos nossos vizinhos argentinos”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. “O mais importante é que manteremos o terceiro ano seguido de crescimento no mercado interno e na produção, com boas expectativas para 2020”.

    As exportações devem fechar o ano com 420 mil unidades, volume mais de 30% menor que o total de unidades exportadas no ano passado. “No entanto, a produção total de veículos no Brasil terá crescimento de 2%, o que indica que deve atingir 2.940 mil veículos produzidos no País, número relevante, indicando que o ano de 2020 também será um ano muito bom para a industria”, avaliou.

    Caminhões e Ônibus - A entidade estima que o segmento de caminhões e ônibus deve fechar o ano com crescimento de 35%, ultrapassando a marca das 100 mil unidades vendidas, número que não era alcançado desde 2014. Já a produção deverá crescer menos, em função da queda de 33,2% nas exportações. De janeiro a setembro, as vendas de caminhões somaram 74 mil unidades, praticamente o mesmo volume atingido em todo o ano de 2018.

    De acordo com Gustavo Bonini, vice-presidente de Veículos Pesados da Anfavea, a expectativa é que as vendas do segmento de caminhões e ônibus mantenham o ritmo atual até o final do ano (em setembro foram vendidos 9.100 caminhões). Este fato levou a entidade a rever para cima as vendas e a produção previstas para o ano.


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