São Paulo, 20 de Outubro de 2019

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    Tecplas cria colete à prova de balas com tecido multicamadas 3D


    (06/10/2019) - A Tecplas, empresa de São José dos Campos (SP) especializada no desenvolvimento e fabricação de produtos à base de compósitos, só está à espera da homologação dos órgãos responsáveis para colocar em produção um colete à prova de balas com tecido multicamadas, voltado para uso militar e indústria de segurança.

    Iniciado em 2017, o projeto contou com o apoio do programa PIPE - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas da Fapesp. O projeto visou, essencialmente, desenvolver com tecnologia 3D um tecido à base de fibras de carbono e de aramida, e a partir daí produzir os coletes à prova de balas propriamente ditos.

    Para chegar neste estágio, porém, a empresa teve antes de desenvolver por conta própria uma máquina de tecelagem que atendesse as necessidades do projeto.

    “Na verdade, usamos o princípio de uma máquina de tecelagem padrão, que trabalha com tecido monocamada, para desenvolver outra que trabalhasse com tecidos multicamadas”, resume Takashi Tsurumaki, diretor-presidente da Tecplas, que possui clientes do porte de uma Embraer.

    De acordo com Tsurumaki, a escolha da fibra de aramida para a trama do tecido em 3D (as fibras de vidro também foram testadas) impôs-se pela ampla aplicação que esse tipo de material tem no mercado de segurança.

    Tecidos à base de fibras de aramida são usados, em todo o mundo, em compósitos para proteção balística, seja em coletes à prova de bala, blindagem automotiva ou na segurança de aeronaves.

    No caso dos aviões, os compósitos de aramida são utilizados, por exemplo, para revestir a porta das cabines dos pilotos de modo a frear ações terroristas.

    Além de atender demandas da indústria militar e de segurança, a empresa deve testar, também com o apoio da Fapesp, o uso da tecnologia para a fabricação de tampas para caixas de inspeção de água, luz, eletricidade e telefonia.

    Essas tampas hoje são quase sempre de ferro fundido e muitas são roubadas para que o ferro seja derretido e vendido no mercado ilegal. O projeto tem o objetivo de evitar que ladrões roubem essas tampas, pois o material compósito - mais leve e resistente do que o ferro fundido - não tem valor comercial e não pode ser derretido.


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