São Paulo, 14 de Novembro de 2019

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    Nissan ensina robôs a produzir peças de reposição


    (06/10/2019) - Uma das grandes deficiências da indústria automotiva - a de raramente ter condições de fabricar peças para veículos que já saíram das linhas de produção - pode ter sido finalmente sanada pela japonesa Nissan.

    A empresa desenvolveu uma tecnologia capaz de “ensinar” os robôs industriais a produzirem peças a partir de simples chapas de metal. Para o mercado de reposição, trata-se de uma verdadeira revolução, já que a tecnologia permitirá que qualquer peça seja produzida, inclusive as de veículos que já não se fabricam mais.

    O “pulo do gato” foi a sincronização de dois robôs trabalhando em lados opostos de uma chapa de metal, utilizando ferramentas revestidas com diamante para dar forma ao material de maneira gradual.

    Até agora, este processo era considerado muito difícil e complexo, além de ser extremamente caro. As técnicas existentes se baseiam principalmente na conformação em um único lado, o que limita a riqueza das formas que podem ser criadas.

    Mas ao posicionar os robôs e ferramentas em lados opostos de uma chapa de metal, eles podem criar formas muito mais bem detalhadas.

    Felizmente, esta nova tecnologia - conhecida como dual-sided dieless forming, ou estampagem bilateral incremental sem matriz - não deverá ficar restrita à Nissan. A empresa já a patenteou e pretende comercializá-la com os interessados.

    Espera-se que, graças à flexibilidade deste processo de produção, que permite reduzir tanto os custos como o prazo de entrega, a nova técnica possa tornar comercialmente viável a produção e venda de uma ampla variedade de peças de reposição de modelos tidos como condenados à morte por falta de peças.

    De acordo com a Nissan, a nova técnica tornou-se possível graças ao trabalho do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia de Produção da empresa, e aos avanços na tecnologia de materiais de sua divisão de pesquisas.

    A inovação representaria três grandes descobertas: o desenvolvimento de programas capazes de controlar dois robôs com um alto nível de precisão dimensional, a aplicação do revestimento de diamante a ferramentas multifacetadas, e a otimização dos processos de planejamento da trajetória a ser seguida pelos robôs.


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