São Paulo, 20 de Outubro de 2019

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    IPT fecha parceria com 14 empresas para projeto de P&D


    (06/10/2019) - Quatorze empresas do setor produtivo do alumínio, do setor automobilístico e de transporte assinaram acordo de P&D com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para o desenvolvimento de soluções inovadoras no uso do alumínio na indústria automotiva.

    As empresas parceiras no projeto são a Aethra, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Esab, Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Hydro Extrusion, Iochpe-Maxion, Metalsa, Novelis, Prolind, Randon Implementos e ReciclaBR, além de três apoiadoras: Arconic, FSW Brasil e Lord.

    "A proposta de reunir empresas para o desenvolvimento de projetos que atendam demandas comuns de mais de um setor é muito importante para o incentivo à inovação no país", afirma o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães. Aliás, este projeto é o que conta com maior número de empresas da história da IPT.

    O acordo - assinado no dia 1º de outubro - é o primeiro projeto da aliança firmada no início do ano entre a Abal (Associação Brasileira do Alumínio) e a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). O estudo tem como objetivo desenvolver um sistema para estudo comparativo de juntas de alumínio em estrutura de veículos automotivos.

    O Laboratório de Processos Metalúrgicos do IPT - Unidade Embrapii na área de Materiais de Alto Desempenho - será o responsável pela execução do projeto. “O conhecimento sobre uniões de materiais leves, como o alumínio, ainda não é profundo e bem divulgado entre as empresas usuárias dessas técnicas. Até mesmo grandes empresas automobilísticas necessitam ampliar o conhecimento básico sobre essas juntas. O estudo vai além da simulação do comportamento das juntas estruturais, estendendo-se à realização de análise comparativa experimental das variações dos processos de união, geometrias e materiais”, explicou a pesquisadora Ana Paola Villalva Braga, coordenadora do projeto.

    A simulação de juntas simples com uso de alumínio permite entender as bases de funcionamento das uniões utilizadas em veículos, seu comportamento estrutural e sua durabilidade em serviço. Conhecer de modo mais aprofundado o comportamento físico desses componentes dará subsídios para o desenvolvimento de produtos com melhor desempenho e redução de emissão de poluentes, uma exigência crescente do mercado global. A inovação está no caráter colaborativo dos modelos que serão gerados, eventualmente baseados em modelos preexistentes das empresas participantes.

    “O alumínio é um metal bastante leve, resistente e versátil que é consagrado em aplicações tão exigentes como as do setor aeronáutico. Por outro lado, o uso do metal em automóveis é uma vantagem conceitual e tecnológica, especialmente pela redução de peso e sua sustentabilidade”, afirmou ela. “Cem milhões de veículos são fabricados por ano em todo o mundo. Cada um deles pesa na faixa de 1,2 a duas toneladas. A redução de massa, com a utilização de novos materiais, é fundamental para as alterações no processo fabril das montadoras”, completou Jefferson de Oliveira Gomes, diretor-presidente do IPT.

    "O setor automotivo e de transporte é o que mais consome alumínio no mundo. O material é estratégico para termos soluções e veículos mais eficientes”, explica o presidente executivo da Abal, Milton Rego. “Tenho certeza de que essa parceria será um exemplo e um marco para indústria nacional”.


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