São Paulo, 20 de Outubro de 2019

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    Termomecanica investe R$ 70 milhões na planta do ABC


    (29/09/2019) - A Termomecanica está concluindo investimentos da ordem de R$ 70 milhões em uma linha de fundição de laminação contínua que permitirá à companhia, já em 2020, produzir a matéria-prima para a fabricação de tubos e vergalhões de alumínio.

    O investimento também inclui a entrada em operação, ainda este ano, de um novo processo de extrusão com tecnologia inglesa, que dará à empresa condições de dobrar a produção de tubos de alumínio para os segmentos de refrigeração, automobilístico e telecomunicações, entre outros.

    Com a nova linha de extrusão, a Termomecanica passará também a oferecer um novo produto, os tubos de microcanal. Conhecidos como tubos de entradas múltiplas, este material destina-se principalmente ao segmento automotivo.

    “Do ponto de vista técnico, trata-se de um tubo conformado retangular, composto por vários canais que aumentam a transferência de calor através de uma maior proporção de superfície”, explica Pedro Torina, diretor industrial da Termomecanica, que tem sede em São Bernardo do Campo (SP) e possui unidades fabris no Brasil, Argentina e Chile.

    Fundada em 1942 e especializada na transformação do cobre, a empresa está desde 2016 trabalhando também com o alumínio, material versátil que pode servir de alternativa ao cobre no setor de refrigeração, ao aço na indústria automotiva e ao papel, plástico e vidro no segmento de embalagens.

    A expansão para a área de alumínio está sendo desenvolvida em duas fases, sendo a primeira delas focada nos tubos. Na fase dois, serão fabricados produtos diversos. A capacidade de produção de tubos de alumínio já teve um crescimento de 205% entre 2017 e 2018. No primeiro semestre de 2019, esta capacidade foi ampliada em 31% em relação ao mesmo período do ano passado.

    Como já acontece com o cobre, a Termomecanica também pretende atender as necessidades especiais dos clientes, com a fabricação de ligas de alumínio complexas, de maior valor agregado.

    “Estas ligas não estão no foco dos fabricantes em nível mundial, o que abrirá novas oportunidades para a empresa também no mercado internacional”, diz Paulo Cezar Martins Pereira, superintendente comercial da Termomecanica.


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