São Paulo, 23 de Setembro de 2019

  • Notícias

    Indústria pode terminar 2019 com desempenho desfavorável

    (08/09/2019) - Os dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre o desempenho da indústria brasileira no mês de julho não confirmaram a expectativa de que a produção industrial poderia mostrar sinais de melhora na entrada da segunda metade de 2019. Pelo contrário, os números mostraram novamente uma queda.

    Houve uma variação de -0,3% frente a junho, já descontados os efeitos sazonais. É o terceiro resultado negativo consecutivo. Dos sete meses do ano, apenas dois deles apresentaram avanço para a indústria: fevereiro (+0,6%) e abril (+0,3).

    Em todos os demais, a produção industrial retrocedeu.

    A queda chega a -1,7% no acumulado do ano, na comparação com os sete primeiros meses de 2018. Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os números ruins ampliam os riscos de o ano terminar com um desempenho desfavorável para o setor fabril.

    De qualquer modo, para o Iedi, os números do IBGE trouxeram ao menos um aspecto positivo: a quantidade de ramos industriais em retração vem caindo, o que abre a perspectiva de dias melhores. De fato, em maio, foram 19 dos 26 ramos em queda, isto é, 73% do total. Este número se reduziu para 16 em junho e para 11 em julho. São ainda 42% da indústria no vermelho, mas, para a entidade, isto já representa algum avanço.

    Condicionaram o retrocesso da indústria em geral tanto ramos exportadores como segmentos para os quais o mercado doméstico é importante, a exemplo de alimentos e bebidas, têxteis, produtos químicos, madeiras, máquinas e equipamentos, aparelhos e materiais elétricos, eletrônicos e informática. Sintoma, para o Iedi, da demanda interna fraca e da desaceleração do comércio internacional.

    Quanto aos macrossetores, as quedas têm sido reincidentes tanto para bens de capital (-0,4% em maio e -0,3% em julho) como para bens intermediários (-0,6% e -0,5%, respectivamente). O Iedi observa que bens de capital e bens de consumo duráveis, que chegaram a liderar a recuperação da indústria, apresentando seguidas taxas de variação positivas, entraram em uma etapa de grande variabilidade de seus resultados desde o início de 2019.


    Voltar