São Paulo, 23 de Setembro de 2019

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    EUA se tornam principal parceiro comercial do Brasil em BKs


    (01/09/2019) - Os Estados Unidos se tornaram o principal parceiro comercial do Brasil no setor de máquinas e equipamentos ou BKs (bens de capital mecânicos). De janeiro a julho de 2019, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 1,74 bilhão, com crescimento de 27,9% em relação ao mesmo período de 2018. Já as importações totalizaram US$ 1,70 bilhão, com alta de 18,1% no mesmo tipo de comparação.

    Enquanto os EUA assumiram a primeira posição no ranking dos destinos dos produtos nacionais (33,1% do total exportado), o bloco da América Latina, até então o principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, caiu para o segundo posto (US$ 1,68 bilhão), com queda de 19,8%. Neste mesmo período, as exportações para o Mercosul encolheram 39,8% (US$ 597 milhões) e 21,4% para a Europa (US$ 864 milhões).

    As importações dos EUA, que vinham em queda desde 2013, estão em recuperação desde o ano passado, já tendo se aproximado bastante da China, que se mantém na primeira colocação desde 2017. Do total das importações brasileiras de máquinas e equipamentos, 18,3% tem origem na China, enquanto as originárias dos EUA totalizam 18,1%.

    Produtos Exportados - Os principais produtos exportados para os EUA estão nos grupos setoriais (1) Máquinas para logística e construção civil, com destaque para Máquinas Rodoviárias, o principal item na pauta de exportações para os EUA; (2) Componentes para a indústria de bens de capital, com o maior volume distribuido entre os itens Geradores, Transmissão mecânica, Válvulas industriais e Vedações; e (3) Máquinas para a indústria de transformação, onde se destacam os itens Máquinas, equipamentos e instrumentos para controle de qualidade, ensaio e medição; Fornos e Estufas Industriais; e Máquinas-Ferramenta e sistemas integrados da manufatura.

    Produtos Importados - Já na pauta de importações dos EUA, os destaques estão nos itens (1) Componentes para a indústria de bens de capital, onde se destacam Transmissão Mecânica, Válvulas Industriais, Hidráulicos, pneumáticos e automação industrial e Bombas e motobombas; (2) Máquinas para a indústria de transformação, principalmente Máquinas, equipamentos e instrumentos para controle de qualidade, ensaio e medição; Máquinas-Ferramenta e sistemas integrados da manufatura; e Máquinas e Equipamentos para Tratamento Superficial; (3) Máquinas e Implementos Agrícolas; e (4) Infra-estrutura e indústria de base, onde os principais itens são Projetos e equipamentos pesados (exceto para petróleo e energia renovável) e Equipamentos para saneamento básico e ambiental.

    No total, as exportações brasileiras nos sete primeiros meses de 2019 somaram U$$ 5,27 bilhões, 3,2% a menos que no mesmo período do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 9,45 bilhões, com alta de 10,8%. O déficit da balança comercial do setor registra alta de 35,6% este ano, com US$ 4,17 bilhões.

    BALANÇO - Segundo os dados da Abimaq, divulgados na terça-feira passada (27), a receita líquida da indústria brasileira de máquiinas e equipamentos em julho registrou alta de 2,4% em relação ao mês de junho e queda de 5,2% na comparação com julho de 2018. No acumulado do ano, o resultado também é de 2,4% de alta.

    Segundo a Abimaq, o mercado doméstico - que nos primeiros meses do meses contribuiu para a melhora dos negócios do setor - dá agora sinais de enfraquecimento. As vendas no mercado interno caíram 9,8% em relação a junho e 17,2% em relação a julho de 2018 - no acumulado do ano as vendas internas registram alta de 5,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em julho, o setor utilizou 73,9% da sua capacidade instalada, com recuo de 2,8% em relação ao mês anterior.


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