São Paulo, 23 de Setembro de 2019

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    Randon registra crescimento de 25% no semestre

    (18/08/2019) - As empresas do Grupo Randon registraram bom desempenho no primeiro semestre deste ano, apesar da rápida reversão das expectativas de um novo ciclo de crescimento brasileiro, que não se confirmou.

    A receita líquida consolidada somou R$ 2,4 bilhões de janeiro a junho de 2019, um aumento de 25,5% em relação a igual período do ano passado. Já a receita bruta total alcançou R$ 3,5 bilhões, avanço de 27,6% sobre o mesmo período de 2018.

    Para o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato, diversos fatores conjugados levaram a este resultado, como recomposição de preços, controle de custos e volumes crescentes de vendas de caminhões pesados e implementos rodoviários.

    “Isso demandou maiores volumes de autopeças das empresas controladas, especialmente freios, eixos e suspensões”, explica Prignolato, que aponta também a conclusão de alguns projetos de expansão como outro motivo da boa performance.

    De acordo com ele, o licenciamento de caminhões no mercado interno teve expansão de 41,1% no segundo trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano anterior (25.315 unidades contra 17.942).

    Já o volume total de implementos rodoviários vendidos pela Randon Implementos no segundo trimestre de 2019 chegou a 6.957 unidades, segundo melhor trimestre da história para a empresa.

    Em contrapartida, o mercado de vagões está registrando um dos piores anos desde a privatização das ferrovias, nos anos 1990. No segundo trimestre do ano, a Randon vendeu apenas 1 vagão, contra 128 unidades no mesmo período do ano anterior (-99,2%). A expectativa é de que os negócios só sejam retomados em 2020.

    As exportações também foram favorecidas. Chegaram a US$ 86,2 milhões no semestre, ante US$ 77,8 milhões no primeiro semestre do ano passado. Contribuiu para o desempenho a retomada das vendas para a África e o aumento das vendas pelas controladas Master e Fras-le para o México e EUA.

    Mas, embora a Randon mantenha seu market share em exportações acima dos 70%, o mercado externo tem dado sinais de desaceleração, principalmente devido aos preços das commodities, como o cobre (afetando Chile e Peru) e grãos (Bolívia e Paraguai). Na Argentina, o cenário permanece complexo devido a questões políticas.


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