São Paulo, 20 de Outubro de 2019

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    Brasil perde duas posições em ranking de inovação

    (11/08/2019) - De acordo com o último Índice Global de Inovação (IGI), publicado no final de julho, o Brasil é hoje o 66º país mais inovador, dentre os 129 listados no ranking. Perdeu duas posições em relação ao ano anterior, em que ocupava o 64ª lugar. Suíça, Suécia, Estados Unidos, Países Baixos e Reino Unido são os líderes. A China, por sua vez, continua em ascensão, agora em 14º lugar entre as nações mais inovadoras, tendo ultrapassado o Japão (15º).

    A pesquisa é publicada anualmente pela Universidade Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), e tem a participação lateral do Brasil. A CNI - Confederação Nacional da Indústria e o Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas são parceiros do IGI.

    Um dos fatores determinantes para o mau resultado foi a piora na avaliação dos insumos para inovação, que são o conjunto de ferramentas disponíveis no país para o desenvolvimento do setor. O Brasil caiu neste item de 58º para 60º lugar. No entanto, no subranking de resultados da inovação, subiu de 70º para o 67º.

    “O ranking demonstra que o Brasil tem um grande e importante trabalho pela frente para se tornar um país mais inovador, com desempenho proporcional ao tamanho da 9ª economia do mundo. Em um ambiente de crescente competição internacional, a inovação já é um grande diferencial e terá peso cada vez maior. É preciso agir e agir rápido", afirma Glauco Côrte, presidente em exercício da CNI.

    Apesar de ser a maior economia da região, o Brasil é apenas o 5º mais inovador entre as 19 economias da América Latina e Caribe, e situa-se na última pesquisa atrás de Chile (51º), Costa Rica (55º) e México (56º).

    Segundo a publicação, os brasileiros se destacam em pesquisa e desenvolvimento (P&D), tecnologias de informação e comunicação (TIC), comércio, escala de mercado e competição, trabalhadores especializados, absorção de conhecimento e criação de conhecimento, onde aparecem entre os 50 primeiros. Destaca também a presença de empresas globais no país e ressalta que o Brasil é o único da região a abrigar um cluster de ciência e tecnologia de peso internacional.


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