São Paulo, 20 de Outubro de 2019

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    Autopeças faturam 10,4% a mais. Exportações caem

    (11/08/2019) - A indústria brasileira de autopeças faturou 10,4% a mais entre janeiro e junho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. O bom desempenho deveu-se principalmente às vendas para as montadoras, um tradicional esteio do setor, que cresceram 12,8%.

    De acordo com o Sindipeças - Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, as vendas para as montadoras respondem por algo em torno de 65% do faturamento do conjunto das empresas. Já os negócios com o mercado de reposição cresceram 7,1% na comparação interanual.

    Em contrapartida, as exportações não foram bem nos primeiros seis meses de 2019. As vendas externas recuaram 4,3% no primeiro semestre deste ano, baixando de US$ 3,87 bilhões para US$ 3,7 bilhões diante do mesmo período do ano passado. Houve um aumento de apenas 0,6% em reais e um recuo de 10,5% em dólares.

    A participação das exportações na receita total foi de 19% no primeiro semestre do ano passado. Nesta primeira metade de 2019, caiu para 17,4%. Os Estados Unidos confirmaram a primeira colocação no ranking dos 189 países que compram autopeças do Brasil, desbancando de vez a Argentina. As vendas para o mercado americano cresceram 16,5% no semestre, para US$ 795.4 milhões.

    Já as exportações para a Argentina recuaram 32,7%, de US$ 1,15 bilhão nos primeiros seis meses do ano passado para apenas US$ 777,7 milhões este ano. Em compensação, cresceram as vendas para a Holanda (60,6%), Colômbia (38,5%), Chile (16,0%) e México (9,4%).

    As importações também registraram queda, de US$ 7 bilhões para US$ 5,7 bilhões, uma queda de 19,9%. China, Alemanha e Estados Unidos seguem como os principais mercados para a aquisição de autopeças, mas houve redução das compras em todos estes três fornecedores.

    Os dados do Sindipeças mostram ainda que em junho, pelo segundo mês seguido, a utilização da capacidade instalada se manteve em 73%, um patamar semelhante ao do período anterior à crise, e que não se via desde então. Os empregos no semestre recuaram 2,1% ante o mesmo período de 2018, mas a variação no acumulado dos últimos 12 meses anota uma alta de 2,3%.


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