São Paulo, 21 de Agosto de 2019

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    Montadoras têm maior produção para julho em 6 anos

    (11/08/2019) - A produção brasileira de veículos teve significativa alta de 14,2% no último mês de julho, na comparação com junho, e de 8,4% diante de julho de 2018, de acordo com a Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

    Foi o melhor mês de julho desde 2013 para a produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado do ano, a alta é de 3,6% sobre o mesmo período do ano passado, apesar da queda de 38,4% nas exportações provocada pela crise da Argentina, principal parceiro comercial do Brasil neste setor.

    O mercado interno apresentou bom desempenho. No acumulado dos primeiros sete meses, o crescimento no número de licenciamentos foi de 12,1% na comparação com igual período de 2018. A alta foi superior à previsão de 11,4% feita no início do ano pela associação dos fabricantes.

    Os números também fizeram de julho de 2019 o melhor em vendas em vários anos, no caso desde 2014, com alta de 12% sobre o mesmo mês do ano passado, e de 9,1% sobre junho deste ano, principalmente em função dos quatro dias úteis a mais.

    “Por conta destes resultados, estamos discretamente otimistas com este início de segundo semestre, período que tradicionalmente tem resultados melhores que a primeira metade do ano”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. “Todas as sinalizações macroeconômicas indicam um cenário mais positivo, que ainda pode ser ajudado pelas reformas estruturantes que estão a caminho e por medidas de curto prazo capazes de injetar recursos na economia brasileira”.

    Segundo Moraes, o setor, já obrigado a conviver com uma renhida concorrência no mercado interno - o Brasil conta hoje mais de 60 marcas de veículos e de máquinas agrícolas e rodoviárias - estaria sendo impedido pelo altíssimo Custo Brasil de ter um maior acesso aos mercados externos.

    Com exceção da Argentina, onde os veículos brasileiros representam 63,1% das vendas, no México, parceiro de livre comércio, esta participação é de só 5,8%. No restante da América Latina, o país não chega a ter 10% de participação e, nos outros continentes, os carros brasileiros respondem por fatias inferiores a 1%.


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