São Paulo, 09 de Dezembro de 2019

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    China e Índia estarão no centro da inovação até 2035

    (04/08/2019) - A Bloomberg divulgou no final de julho os resultados de sua mais recente pesquisa “Fórum da Nova Economia”, que reuniu as percepções de 2 mil profissionais de negócios de 20 mercados sobre o que o futuro (até 2035) trará à medida que o equilíbrio do poder global se deslocar em direção a novas economias.

    A enquete abordou uma série de questões, incluindo o papel da tecnologia, a urbanização e as mudanças no clima do planeta. Para 54% dos profissionais, a China e a Índia vão superar os EUA como centros de inovação tecnológica do mundo até 2035. E 39% deles acreditam que Pequim será a cidade líder em tecnologia até lá.

    Os dados também mostram que os profissionais dos países emergentes mantêm expectativas significativamente mais altas do que os dos países desenvolvidos sobre o papel da tecnologia na economia e na vida diária nas próximas décadas.

    “Os países em desenvolvimento, em geral, veem a tecnologia mais como uma oportunidade, enquanto o mundo desenvolvido tem uma percepção maior da tecnologia como uma ameaça”, diz Andrew Browne, diretor editorial do Fórum da Nova Economia Bloomberg. “É natural, portanto, que os emergentes estejam mais otimistas que os desenvolvidos sobre o poder da tecnologia para moldar um mundo melhor”.

    Um dado interessante recolhido na pesquisa é sobre o papel da mulher na nova economia: 69% dos profissionais de negócios pesquisados na América Latina acreditam que a independência das mulheres em países emergentes trará um renascimento econômico - acima da média global de 57%.

    Os entrevistados da América Latina também acreditam que as futuras sociedades funcionarão sem dinheiro físico: 46% deles concordam que o dinheiro não será mais o principal meio de troca até 2035. Na verdade, em todo o mundo, existe um consenso de que dinheiro físico está de saída. Globalmente, 52% dos entrevistados concordaram que o G-10 não usará mais dinheiro vivo como meio de troca até 2035.

    Sobre o predomínio dos carros autônomos até 2035, há algum ceticismo no mundo desenvolvido, enquanto no emergente, não. Mas ambos acreditam que até lá o mundo alcançará um ponto sem retorno a respeito das mudanças climáticas.


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