São Paulo, 27 de Junho de 2019

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    Burocracia consome 1,2% do faturamento da indústria

    (09/06/2019) - Dirigentes da Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores apresentaram na semana passada, em São Paulo, dados sobre o que a entidade vem chamando há algum tempo de “desperdício burocrático” brasileiro.

    Baseado em levantamento da Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o presidente da associação, Luiz Carlos de Moraes, afirmou que atualmente 1,2% do faturamento industrial do país é gasto com mão de obra, software, serviços e custos legais para cálculos e processamentos de tributos.

    “São dados que revelam a urgência de se promover uma profunda simplificação tributária e burocrática no Brasil”, disse Moraes. “Obviamente, neste porcentual não estão incluídos os custos dos impostos propriamente ditos”.

    Segundo ele, anualmente, a indústria brasileira gasta cerca de R$ 37 bilhões apenas com essas operações burocráticas, o que em 2017 representou 0,6% do PIB nacional e 5,5% do PIB industrial.

    Restringindo-se apenas ao setor automotivo, a Anfavea calcula um gasto anual de R$ 2,3 bilhões só com esse custo burocrático-tributário, valor maior que o R$ 1,5 bilhão previsto com Pesquisa & Desenvolvimento no programa Rota 2030. “Ou acabamos com esse sistema tributário ou ele acaba com o Brasil”, advertiu Moraes.

    Ele citou como um exemplo negativo o processo de importação do airbag, item obrigatório nos veículos nacionais, que exige 15 passos burocráticos de requerimentos, o que pode demandar nada menos do que 50 dias de processamento.

    De acordo com Moraes, enquanto a média global para cálculos de impostos em empresas é de 231 homens/hora por ano, no Brasil a necessidade é de 2.507 homens/hora. “E desde que a atual Constituição Federal foi promulgada, 30 anos atrás, cerca de 50 normas tributárias são editadas a cada dia útil no país”, criticou.


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