São Paulo, 21 de Agosto de 2019

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    Fiat Chrysler apresenta proposta de fusão à Renault

    (02/06/2019) - A FCA Fiat Chrysler apresentou ao Grupo Renault na última segunda-feira, 27, proposta para a fusão global das montadoras. A fusão se daria em bases paritárias - 50% das ações ficariam com os acionistas da FCA e os outros 50% com os da francesa. A estrutura de governança também seria equilibrada, e com a maioria da diretoria composta por membros independentes. Ainda de acordo com a proposta, não haveria fechamento de fábricas.

    O Conselho de Administração da Renault respondeu imediatamente, prometendo “estudar com interesse” a proposta da FCA, considerada “amigável” pelo grupo francês. A Renault nem de longe foi pega de surpresa. Desde março circulam rumores sobre a possibilidade de união entre as duas gigantes.

    Caso se concretize - o que parece plausível - a fusão resultaria, além de ganhos em sinergia (€ 5 bilhões por ano, na estimativa da FCA), na criação do terceiro maior grupo do setor automotivo do mundo, com 8,7 milhões de veículos produzidos por ano, somando-se o volume fabricado pelas duas empresas no ano passado. A nova companhia ficaria atrás apenas dos grupos Volkswagen e Toyota.

    O novo portfólio de marcas também proporcionaria cobertura de mercado completa, desde carros de luxo até veículos de entrada, já que as produções da FCA e da Renault são em parte não coincidentes. A mega companhia também seria a líder mundial em tecnologias de veículos elétricos, marcas premium, SUVs, picapes e veículos comerciais leves.

    Ela teria ainda uma presença global mais ampla e equilibrada do que cada uma das empresas separadamente hoje. A Fiat Chrysler tem importante presença nas Américas com SUVs e carros de passeio. A Renault, além de avançada no segmento de carros elétricos, tem grande participação nos mercados da Europa e do Oriente Médio.

    Ambas, no entanto, ocupam espaços pequenos na Ásia, o que poderia ser revertido com a entrada na aliança da Nissan e da Mitsubishi, atuais parceiras da Renault e que não serão incluídas na negociação, pelo menos neste momento. Na verdade, a participação plena de Nissan e Mitsubishi formaria o maior grupo automotivo do mundo, com mais de 15 milhões de veículos produzidos por ano.


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