São Paulo, 18 de Abril de 2019

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    PAC soma R$ 135 bilhões em obras paralisadas


    (14/04/2019) - Um levantamento divulgado na última quarta-feira, 10, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostrou que há em torno de 4,7 mil obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - das quais cerca de 1.420 em áreas de infraestrutura - paralisadas neste momento.

    Estas obras, somadas, equivalem a R$ 135 bilhões de investimentos, dos quais aproximadamente 65 bilhões foram executados antes das paralisações. Segundo estimativa da CBIC, a retomada das obras poderia gerar 500 mil postos de trabalho.

    O estudo - “Obras Paralisadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)” - foi encomendado pela entidade à empresa Brain - Bureau de Inteligência Corporativa, e realizado em parceria com o Senai Nacional.

    Os dados foram divulgados durante o seminário “Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil”, em Brasília, e foram obtidos nos portais do Ministério do Planejamento - cuja estrutura agora integra o Ministério da Economia -, Ministério da Saúde e Caixa Econômica Federal.

    “Trata-se de um momento muito importante para a CBIC. A elaboração deste diagnóstico é um sonho alentado há um bom tempo”, disse o presidente da entidade, José Carlos Martins, durante a abertura do evento.

    Ao todo, 94% de todos os empreendimentos foram gerados pelos ministérios das Cidades (hoje englobado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional), da Saúde e da Educação. De acordo com a amostragem separada pela Brain, 39,8% das obras estão na Região Nordeste e 24,3%, no Sudeste. Os motivos para a interrupção são para lá de variados: foram dadas aproximadamente 1,3 mil justificativas diferentes.

    A saúde talvez seja a área mais gravemente afetada pelos empreendimentos interrompidos no país. No total, existem 1.709 novas unidades básicas de saúde (UBS) aguardando conclusão há até quatro anos, representando 36% das obras paralisadas.

    Mais da metade destas UBSs estão com mais de 70% de execução e mais da metade estão no Nordeste (em quantidade e em investimento). Mas há também quase mil creches e pré-escolas sem concluir, assim como centenas de obras de urbanização de assentamentos precários e de saneamento.


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