São Paulo, 27 de Junho de 2019

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    Governo cria a Câmara Brasileira da Indústria 4.0

    (07/04/2019) - Para criar uma política nacional voltada às indústrias inteligentes, os ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Economia (ME) lançaram na quarta-feira passada, em Brasília, a Câmara Brasileira da Indústria 4.0. Formado por mais de 30 entidades representativas do governo, empresas e acadêmicos, o colegiado será uma instância de governança para integrar iniciativas em vigor ou que poderão ser desenvolvidas no país.

    A Câmara terá quatro grupos de trabalho focados em apresentar soluções nos eixos: Desenvolvimento Tecnológico e Inovação; Capital Humano; Cadeias Produtivas e Desenvolvimento de Fornecedores; Regulação, Normalização Técnica e Infraestrutura.

    “A iniciativa é um grande exemplo de colaboração entre sociedade, setor público, privado e irá, efetivamente, contribuir para a modernização do parque industrial brasileiro”, disse Carlos da Costa, secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, explicando que o objetivo da Câmara é concentrar esforços, otimizar recursos financeiros e profissionais.

    A Câmara terá quatro grupos de trabalho focados em apresentar soluções nos eixos: Desenvolvimento Tecnológico e Inovação; Capital Humano; Cadeias Produtivas e Desenvolvimento de Fornecedores; Regulação, Normalização Técnica e Infraestrutura.

    “A Câmara da Indústria 4.0 será uma instância de governança das diversas iniciativas”, explicou o secretário de Indústria, Comércio e Inovação Caio Megale. "A Câmara contará com um Conselho Superior, de caráter deliberativo, composto pelo Ministério da Economia, MCTIC e representantes da ABDI, CNI, Finep, CNPq, BNDES, Sebrae e Emprapii, além de Grupos de Trabalho, formados para prestar apoio técnico e apresentar soluções para temas específicos. A iniciativa reunirá atores do setor público, privado, entidades de capacitação e desenvolvimento tecnológico e academia", informou Megale.

    A criação da Câmara Brasileira da Indústria 4.0 conta com o apoio da CNI, Abimaq, Abinee, Associação de Empresas de Desenvolvimento Tecnológico Nacional e Inovação (P&D Brasil), Abiquim, Anfavea, Anpei, Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), e Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).

    Segundo o secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo Alvim, os processos de produção, em todo o mundo, precisam se inserir na economia digital, para se tornarem cada vez mais eficientes, autônomos e sustentáveis. “Como qualquer revolução, todas essas mudanças trazem ameaças e oportunidades aos países. Nós estamos trabalhando para permitir que o setor produtivo brasileiro esteja preparado para enfrentar as ameaças e aproveitar as oportunidades, colhendo os melhores frutos, com ganhos para a população do país”.

    Os estudos para a criação da Câmara Brasileira da Indústria 4.0 começaram em 2015. Desde então, o MCTIC e o extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, hoje integrado ao ME, têm promovido workshops e dialogado com vários atores do mercado, o que produziu diretrizes para o “Plano de CT&I para Manufatura Avançada no Brasil - ProFuturo” e a “Agenda Brasileira para a Indústria 4.0”, com diagnósticos e recomendações para promover a manufatura avançada no Brasil.


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