São Paulo, 25 de Maio de 2019

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    Setor de máquinas abre 2019 com retração nas vendas


    (10/03/2019) - A indústria de máquinas e equipamentos encerrou o mês de janeiro, tradicionalmente fraco, com taxa de crescimento de 5,2% na comparação com janeiro de 2018. Segundo a Abimaq, no entanto, em relação ao mês de dezembro do ano passado, houve nova queda (-12,3%), a terceira consecutiva. Em dezembro, o setor já havia registrado queda de 10,3%.

    O melhor desempenho residiu no mercado doméstico, que ampliou seus investimentos em 19,1% em janeiro, diante do mesmo período de 2018, mas nas exportações houve queda significativa. As vendas recuaram para R$ 5,3 bilhões, queda de 12,3% em relação a dezembro do ano passado.

    De acordo com a Abimaq, o ritmo mais fraco das vendas, principalmente no mercado externo, reforça a expectativa pessimista de que em 2019 a taxa de crescimento deverá ficar abaixo daquela observada em 2018.

    Na comparação interanual, o mau desempenho das vendas no mercado externo foi observado em todos os grandes setores, com destaque para máquinas para logística e construção civil (-13,8%), máquinas para petróleo e energia renovável (-17,6%) e máquinas e implementos agrícolas (-22,3%). Estes segmentos, juntos, representam mais da metade das exportações do setor. Em janeiro, cerca de 50% das vendas de máquinas e equipamentos brasileiros tiveram como destino os EUA e a Europa.

    Já as importações, apesar do crescimento de 17,6% na comparação com o mês de dezembro, continuaram acanhadas em janeiro, principalmente devido ao fraco desempenho do setor de logística e construção civil, que já chegou a responder por quase 20% do volume das importações de máquinas e hoje pouco ultrapassa os 10%. A China consolidou-se na posição de principal origem das importações de máquinas e equipamentos, tanto em valor, como em volume.

    O NUCI - Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou nos últimos dois meses e chegou a 76,5% no final de janeiro. A carteira de pedidos também caiu no período e está pouco abaixo de dois meses. Quanto ao nível de emprego, o setor - que fechou 2018 com 300 mil postos de trabalho - há expectativa de crescimento, mesmo que lento e gradual, ao longo do ano. Em janeiro, o aumento foi de 0,6%.


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