São Paulo, 25 de Maio de 2019

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    Metade dos setores industriais ficou no vermelho em 2018


    (24/02/2019) - A indústria brasileira continua não apenas longe da recuperação no ano passado, como deu sinais de que regrediu ainda mais. De acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nada menos do que metade dos 26 setores industriais tradicionalmente acompanhados pelo órgão ficou no vermelho em 2018.

    O cenário não melhora quando estes setores são desagregados, como o fez o Iedi - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Segundo levantamento da entidade, publicado na edição de 15 de fevereiro de sua “Carta Iedi”, o voo para baixo ocorreu com 46% de 93 segmentos industriais. Para 57% do total destes segmentos, 2018 foi pior do que 2017.

    Pelos dados do Iedi, dentre os 50 segmentos com crescimento em 2018, 41 conseguiram resultado melhor do que o da indústria como um todo, ou seja, menos da metade (44%) do total cresceu mais do que o ínfimo 1,1% registrado de janeiro a dezembro do ano passado. Como termo de comparação, em 2017, 45 segmentos (48%) avançaram mais do que o resultado geral do setor (2,5%).

    Embora pouco mais da metade dos segmentos tenha ficado no azul em 2018, eles também não conseguiram se livrar da desaceleração. Dos 93 segmentos, 53 registraram resultado mais fraco do que aquele de 2017 - ou seja, 57% do total. Esta proporção é mais do o triplo daquela verificada em 2017.

    Outro dado preocupante é que 23 segmentos que cresceram em 2017 voltaram para a faixa negativa em 2018. Dentre eles estão bens de capital (máquinas e equipamentos); bens de consumo duráveis (fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e móveis); bens de consumo semi e não duráveis (calçados, confecção de vestuário, tecelagem); além de alguns segmentos intermediários, como resinas e elastômeros, componentes eletrônicos e gases industriais, por exemplo.

    Ou seja, uma visão infrassetorial indica que de 2017 para 2018 o número de segmentos industriais a despencar morro abaixo triplicou. Já aqueles que voltaram para o vermelho aumentaram 20%. E nada no horizonte aponta a melhora da situação em 2019, pois a economia continua estagnada e um projeto consistente de política industrial ainda não foi apresentado pelo novo governo.


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