São Paulo, 17 de Janeiro de 2019

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    Para empresários, economia crescerá 2,7% e indústria 3% em 2019

    (16/12/2018) - Edição especial do “Informe Conjuntural - Economia Brasileira”, divulgada pela CNI - Confederação Nacional da Indústria na última quarta-feira, 12, prevê que a economia brasileira crescerá 2,7% no próximo ano, impulsionada pela expansão de 3% da indústria e de 6,5% do investimento. O consumo das famílias aumentará 2,9%.

    No entanto, segundo a CNI, esse cenário só se confirmará se o governo eleito fizer o ajuste duradouro nas contas públicas, avançar nas reformas estruturais, como a previdenciária e a tributária, e adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios, entre as quais está a desburocratização.

    “O país deve se unir em favor de medidas que impulsionem o desenvolvimento”, afirma o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, segundo quem o Brasil também precisa investir com mais intensidade em infraestrutura.

    Além das estimativas positivas para o próximo ano, o Informe Conjuntural destaca que há espaço para um crescimento ainda maior e sustentado, se os avanços na agenda da transformação e das reformas forem substantivos. “Os consumidores terão mais confiança para tomar suas decisões e os empresários uma maior disposição para investir e contratar”, explica Andrade, sublinhando que o PIB poderia, assim, alcançar 3% ou até mais no segundo semestre de 2019.

    As medidas consideradas prioritárias para o Brasil voltar a crescer estão na “Agenda dos 100 Dias - Brasil 2019”, que a CNI apresentou à equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro. As sugestões foram selecionadas nos 42 documentos que a CNI apresentou aos candidatos à Presidência da República, em julho deste ano.

    Outras previsões da indústria para o próximo ano indicam que a taxa de desemprego cairá para 11,4%, a inflação ficará em 4,1%, a taxa de juros alcançará 7,5% ao ano no fim de 2019 e a cotação média do dólar será de R$ 3,78. A balança comercial fechará 2019 com um saldo positivo de US$ 45 bilhões. A dívida pública continuará subindo e alcançará 79,5% do PIB.

    Mas, segundo a CNI, há grande risco de a estagnação da economia continuar, caso o país opte por reformas limitadas ou incompletas. O pior cenário, no entanto, seria o adiamento ou a opção por não fazer as reformas.


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