São Paulo, 13 de Novembro de 2018

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    Produção e emprego em queda adiam recuperação da indústria


    (28/10/2018) - Divulgada na última terça-feira, 23, a nova Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a produção e o emprego no setor prosseguem em queda, continuando assim a impedir a recuperação do setor. O índice de evolução da produção em setembro foi de 47,2 pontos e o de nível de emprego ficou em 49,2 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de 0 a 100 pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos, mostram queda na produção e no emprego.

    De acordo com a pesquisa, inclusive, a queda na produção no mês passado foi mais intensa do que a registrada em setembro de 2017, quando o indicador ficou em 48,1 pontos. Além disso, o índice de utilização da capacidade instalada caiu 1 ponto percentual  em relação a agosto e ficou em 68%, mostrando que a ociosidade no setor também continua elevada. Outra má noticia é que o índice de evolução dos estoques diante do planejado ficou em 51,2 pontos em setembro. Como está acima dos 50 pontos, o indicador mostra que os estoques são superiores ao previsto pelas empresas.

    “No final das contas, é a demanda fraca e a fragilidade financeira das empresas que estão dificultando a recuperação da indústria, os outros fatores são consequência disso”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo. “De todo modo, há uma expectativa de melhora na demanda e nas exportações. Mas é um otimismo contido”,

    A disposição para investir também continua baixa. O indicador de intenção de investimento para os próximos seis meses ficou em 50,9 pontos, praticamente o mesmo de setembro. Mas está 1,3 ponto acima do de outubro de 2017. A propensão para investir é maior nas grandes empresas, segmento em que o indicador alcança 59,3 pontos. Nas pequenas é de 39,7 pontos e, nas médias, de 45,6 pontos.

    A Sondagem Industrial mostra ainda que o alto custo da matéria-prima e o câmbio ganharam importância entre os principais problemas enfrentados pelos empresários no terceiro trimestre do ano. O índice de acesso ao crédito aumentou 1,3 ponto, ficando em 38,2 pontos, mas permaneceu abaixo dos 50 pontos, mostrando que o acesso ao crédito continua mais difícil que o normal.


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