São Paulo, 15 de Dezembro de 2018

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    Setor de óleo e gás dá sinais de recuperação


    (07/10/2018) - O setor de óleo e gás já dá sinais de ter entrado em um período de retomada. De acordo com a Firjan - Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, as rodadas de negócios realizadas na edição 2018 do evento Rio Oil & Gas, realizada no final do mês passado no Riocentro, deverão gerar mais de R$ 220 milhões nos próximos 12 meses.

    Segundo a entidade, aconteceram, no total, 638 reuniões, com 34 empresas-âncora compradoras e 202 fornecedoras. Dessas, 92% saíram do evento com expectativas de negócios positivas. “Os números refletem o potencial desse mercado”, avaliou Karine Fragoso, gerente de petróleo, gás e naval da Firjan. “O processo de retomada efetivamente começou”.

    Na sessão de abertura da feira, o presidente do IBP - Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, José Firmo, afirmou que a indústria de óleo e gás vive uma fase de transformação, e que é necessário aproveitar o momento de transição energética com senso de oportunidade para converter reservas em riqueza.

    “Se forem feitos os ajustes necessários, é possível elevar a produção brasileira de óleo e gás para 6,3 milhões de barris por dia até 2025, com a geração de 400 mil novos empregos e arrecadação de R$ 6 trilhões para o país”, afirmou. Hoje, o país produz 2,6 milhões de barris por dia.

    Para o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, no entanto, será ainda preciso esperar um pouco mais para que esta retomada tenha repercussão na indústria de transformação e na geração de empregos.

    “Na prática, o mercado de óleo e gás ainda está parado”, disse. “Mas as perspectivas são boas, realmente. Uma plataforma produz 150 mil barris. Se pegarmos os 4 milhões de barris a mais projetados para 2025, quantas plataformas teremos para construir?”, comentou, lembrando que pelas novas definições sobre conteúdo local e o fato de a indústria brasileira estar capacitada a fornecer 40% no que se refere a máquinas e equipamentos para as novas plataformas e também 40% da engenharia.

    Além disso, de acordo com Velloso, a Abimaq conseguiu reunir na Rio Oil & Gas 2018 doze empresas que já tem “cases” de sucesso de exportação para Cingapura e China, países que irão produzir as plataformas que serão afretadas aqui no Brasil pela Petrobras. “As empresas ainda estão pegando os pedidos, que ainda vão entrar em produção... Então, já temos algumas notícias boas também nessa área”.


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