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Implementos rodoviários mantém rota da recuperação


(09/09/2018) - O setor de implementos rodoviários prossegue no caminho da recuperação, na esteira da gradual retomada do mercado de caminhões. De janeiro a julho deste ano, a indústria entregou 46.674 implementos, crescimento de 52% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as vendas somaram 30.707 produtos.

De qualquer modo, a Anfir - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários observa que o volume acumulado ainda está bem longe daquele registrado no passado. Comparando, por exemplo, com os números de 2013 - que foi um dos melhores anos para o segmento: nos sete primeiros meses daquele ano as vendas somaram 100,4 mil unidades.

Ou seja, o volume entregue em 2018 ainda representa menos da metade daquele de cinco anos atrás. “Por isso, e também devido às perdas acumuladas, não podemos afirmar que estamos crescendo, mas simplesmente iniciando a recuperação”, admite Mario Rinaldi, diretor executivo da associação.

Como vem ocorrendo no mercado de caminhões, o segmento de implementos pesados é o que está puxando a retomada. Nos sete primeiros meses deste ano, as vendas de reboques e semirreboques cresceram 81,3%, para 23.411 produtos, diante das 12.912 unidades comercializadas um ano atrás. O segmento representou 50% das vendas totais de implementos.

Dentre os reboques e semirreboques, os melhores desempenhos foram dos porta-contêineres, com alta de 114,5%, com 918 unidades vendidas, e dos graneleiros, cujas vendas cresceram 109,8% de janeiro a julho (5.968 equipamentos).

No segmento de carrocerias sobre chassis - categoria classificada como leve - as vendas somaram 23.263 unidades, volume 30,7% superior ao apurado nos sete primeiros meses de 2017, que foi de 17.795 implementos.

Mas também houve segmentos com movimento de queda. Na área de reboques e semirreboques, por exemplo, o de transporte de toras desabou 30,21% do ano passado para este. Na de carrocerias sobre chassis, as betoneiras caíram 21,11%.

O desempenho do setor no mercado externo também piorou. Entre janeiro e julho deste ano, a indústria exportou 1.756 implementos. No mesmo período do ano passado, foram 2.183. Uma queda de 19,56%.