São Paulo, 13 de Novembro de 2018

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    Petrobras vai investir R$ 35 bilhões no pré-sal


    (09/09/2018) - A Petrobras deverá colocar em operação, até 2022, mais 13 plataformas na área do pré-sal, uma expansão que pretende sustentar com investimentos da ordem de R$ 35 bilhões. Hoje, operam na área do pré-sal 21 plataformas, suficientes para a produção de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia (bpd), mais que o Reino Unido ou Omã, no Oriente Médio, cada qual com produção média de 1 milhão de bpd em 2017.

    Segundo a Petrobras, de cada quatro projetos de produção da companhia programados para os próximos anos, três serão instalados no pré-sal, que começou a ser explorado no Brasil em setembro de 2008 - há exatos dez anos, portanto - no pioneiro campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos.

    Desde então, o avanço da produção tem se dado aos saltos. Apenas seis anos depois do primeiro óleo, a produção alcançou o patamar de 500 mil bpd e, após oito anos, do primeiro milhão. Meros dois anos depois, o volume chegaria aos atuais 1,5 milhão de barris por dia.

    Em uma década, a produção no pré-sal gerou R$ 40 bilhões em participações governamentais - incluindo participações especiais e royalties. E a previsão do Plano de Negócios e Gestão da companhia para o período de 2018 a 2022 é gerar mais R$ 130 bilhões em participações governamentais a partir da produção nessa área.

    Os 36 poços mais produtivos do país estão localizados no pré-sal. Cada poço ali produz, em média, 27 mil bpd, acima da média da indústria offshore, sendo que, no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos, apenas um poço atingiu o recorde de 42 mil bpd. A produção acumulada do pré-sal já chegou a de 2 bilhões de barris de óleo.

    O crescente know-how da Petrobras na exploração petroleira em águas profundas contribui intensamente para este aumento da produção. De dez anos para cá, houve expressiva redução do tempo de perfuração e construção dos poços, atividade que absorve cerca de um terço dos investimentos em exploração.

    “A média de tempo utilizado para a construção de um poço marítimo no pré-sal da Bacia de Santos era, em 2010, de aproximadamente 300 dias. Em 2017, esse tempo já havia sido encurtado para cerca de 100 dias”, conta a diretora de exploração e produção da companhia, Solange Guedes.


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