São Paulo, 15 de Dezembro de 2018

  • Notícias

    Indústria de máquinas e equipamentos cresce 23%


    (05/08/2018) - A indústria de máquinas e equipamentos conseguiu recuperar em junho as perdas verificadas durante a paralisação dos caminhoneiros, no final de maio. As receitas cresceram 23% em junho em relação a maio - o resultado tambpem foi superior em 13,1% na comparação com junho de 2017. “Com este resultado, o primeiro semestre de 2018 encerrou com crescimento na receita de 4,2% em relação ao mesmo período de 2017, o que nos permitiu manter as estimativas realizadas no início deste ano, de crescimento ao redor de 7% em 2018”, informou a Abimaq ao divulgar o balanço do setor, na semana passada.

    O setor também registrou números positivos nas exportações. As vendas externas fecharam junho com alta de 67,7%, o melhor desempenho mensal no ano de 2018. “Esse resultado foi fortemente impactado pelo retorno das entregas dos produtos que ficaram represados em função da greve dos caminhoneiros”, ressalva a Abimaq.

    No semestre o crescimento acumulado das exportações foi de 16,8%. “Desde o ano de 2017, o mercado externo tem sido o canal utilizado pelos fabricantes de máquinas e equipamentos para manter suas atividades. Em 2018 as exportações passaram a ser responsáveis por 47% do total das vendas realizadas pelo setor de máquinas e equipamentos”, destacou a entidade.

    Em junho, as importações de máquinas e equipamentos cresceram 15,3% na comparação com maio, montante insuficiente para cobrir a queda observada em maio (16,9%). Apesar disto, em relação ao mesmo mês de 2017, houve crescimento de 24,6%, contribuindo assim para a manutenção da melhora nos resultados acumulados no ano. Mesmo com a desvalorização do real, que no ano chegou a 20%, as importações de máquinas e equipamentos acumulam crescimento 17,5% em relação ao primeiro semestre de 2017.

    De acordo com os dados da Abimaq, os investimentos em máquinas e equipamentos cresceram em junho em relação ao mês anterior (+9,6%) e também relação a junho de 2017 (+20,4%). No primeiro semestre o consumo aparente cresceu 8,3%. “O alto índice de ociosidade da economia e o desempenho da atividade industrial abaixo das expectativas não tem sido barreira para a retomada dos investimentos. Ainda que em níveis bastante baixos (R$ 9,2 bilhões mensais contra R$ 15 bilhões no período pré-crise) os investimentos produtivos continuam registrando crescimento ao longo de 2018”, avaliou a Abimaq.


    Voltar