São Paulo, 19 de Novembro de 2017

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    Produção industrial cresce pelo 4º mês consecutivo


    (10/09/2017) - Com índice de 0,8%, a produção industrial nacional registrou alta, em julho, pelo quarto mês consecutivo, segundo a pesquisa de Produção Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE. A principal influência positiva foi registrada pelo setor de produtos alimentícios (2,2%), com o aumento da produção de açúcar, favorecida pelo clima seco na maior parte da região Centro-Sul. O maior processamento da safra de cana-de-açúcar também impulsionou a produção de álcool, com impacto no setor de derivados de petróleo e biocombustíveis.

    Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, a indústria vive um quadro de maior ritmo produtivo: “Ainda que o comportamento positivo não recupere as perdas dos últimos dois anos, conseguimos enxergar uma trajetória ascendente”.

    Macedo também destaca o aspecto disseminado do crescimento, já que as quatro categorias econômicas da indústria (bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis e bens de consumo semi e não-duráveis) apresentaram taxas positivas, assim como 14 dos 24 ramos pesquisados.

    Entre os setores, a principal influência positiva foi registrada por produtos alimentícios (2,2%), em expansão pelo terceiro mês seguido e acumulando ganho de 8,7% nesse período. Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,9%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,8%) e de móveis (6,0%).

    Entre os dez ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior relevância para a média global foram assinalados por indústrias extrativas (-1,5%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-1,8%) e metalurgia (-2,1%), com o primeiro eliminando o ganho de 1,3% acumulado nos meses de maio e junho; o segundo devolvendo parte da expansão de 8,3% verificada entre os meses de abril e junho; e o último voltando a recuar após ficar estável no mês anterior (0,0%).

    Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao avançar 2,7%, mostrou a expansão mais acentuada em julho de 2017 e eliminou parte do recuo de 5,6% observado em junho último. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (2,0%), de bens de capital (1,9%) e de bens intermediários (0,9%) também apontaram taxas positivas nesse mês, com o primeiro voltando a crescer após registrar variação negativa de 0,1% no mês anterior; o segundo assinalando o quarto resultado positivo consecutivo e acumulando nesse período ganho de 10,1%; e o terceiro avançando 3,6% nos últimos quatro meses de crescimento na produção.

    André Macedo alerta, contudo, para a base de comparação, que ainda é baixa, tendo em vista a queda de 8,4% no período janeiro-julho de 2016. “Apesar da melhora recente, a indústria ainda é um campo a ser recuperado”.


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