São Paulo, 19 de Novembro de 2017

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    Como o Brasil pode avançar em direção à Indústria 4.0?

    (11/06/2017) - Acompanhar o ritmo acelerado de transformações impostas pelas tecnologias digitais é o desafio posto à indústria global. Para não ficar para trás e aumentar o déficit de competitividade em relação às economias desenvolvidas, o Brasil precisa definir uma estratégia para modernizar seu parque industrial. Como fazê-lo foi o principal tema da 2ª reunião do Conselho Temático de Política Industrial da CNI, realizada no final de maio, em Brasília.

    Na reunião, Besaliel Botelho, presidente da Bosch América Latina, disse acreditar que a atualização precisa se estender às cadeias produtivas, incluindo fornecedores de médio e pequeno portes. E esse caminho deve começar pelo retrofit - que é quando a modernização acontece por meio da atualização de máquinas e equipamentos ultrapassados. "Não podemos nos limitar a robôs e investimentos muito altos. É possível melhorar a perfomance utilizando sensores e softwares. Acreditamos que o Brasil precisa passar por um processo de smart retrofit para chegar à Indústria 4.0", afirmou Botelho.

    Segundo ele, a Bosch está financiando um projeto-piloto para modernizar a fábrica de uma de suas fornecedoras com este conceito. "É preciso uma 'evangelização' sobre o tema aos empresários e também um incentivo do governo para que elas sigam nesse caminho", completou.

    Para o presidente da Fiesc (Federação de Indústrias do Estado de Santa Catarina), Glauco Côrte, é muito importante que o Brasil defina e implemente, rapidamente, uma estratégia para o desenvolvimento da Indústria 4.0. "Nossos principais concorrentes estão fazendo isso e não podemos ficar para trás, sob pena de ver o gap de competitividade com esses países aumentar", afirmou.

    INTERNET DAS COISAS - Uma das frentes fundamentais para isso é a Internet das Coisas (IoT), por meio da qual máquinas e pessoas estão cada vez mais conectadas. A criação de uma estratégia nacional para criar um ambiente mais favorável à adoção dessas tecnologias está sob a responsabilidade da Câmara de Internet das Coisas, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O grupo reúne empresas, universidades, centros de pesquisa e representantes do governo para estruturar ações para o desenvolvimento do tema no país.

    Thales Marçal Vieira Neto, coordenador geral da câmara, explicou que até setembro deste ano o governo deve lançar o Plano Nacional de IoT, que buscará fomentar o desenvolvimento de soluções que explorem as tecnologias para solucionar desafios brasileiros. "Vemos possibilidades não apenas para a indústria, como para o agronegócio, a saúde, o comércio, entre outros. O objetivo do Plano Nacional de IoT é aumentar a competitividade da economia e fortalecer nossas cadeias produtivas ", afirmou.

    Fonte: Agência CNI de Notícias


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