São Paulo, 20 de Setembro de 2021

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    A escolha da máquina-ferramenta ideal


    (*) Alfredo Ferrari

    (14/02/2016) - Ao se investir em uma nova máquina-ferramenta ou em um conjunto destas, quer seja por arranque de cavacos, por abrasão ou por deformação, diversos pontos devem ser analisados com o objetivo de se atingir os melhores resultados técnicos e econômicos.

    Hoje em dia, existem inúmeros tipos e conceitos de máquinas-ferramenta, desde as convencionais, puramente mecânicas, até as de moderna tecnologia de comando numérico, com diversos eixos controlados simultaneamente, que possibilitam a operação por completo numa única fixação inclusive de peças complexas, eliminando trabalhos posteriores em outras máquinas. Assim, os seguintes critérios devem ser analisados antes de se decidir pelos equipamentos a serem adquiridos:

    · Tamanho da peça em bruto

    · Geometria das peças a serem produzidas

    · Suas tolerâncias

    · Seus graus de acabamento superficial (rugosidade)

    · Material da peça a ser produzida

    · Tamanho dos lotes

    Os recursos financeiros devem estar adequados ao investimento a ser realizado.

    O equipamento escolhido será aquele que pela sua produtividade e seus aspectos econômicos levar à melhor relação Custo x Benefício. Na maioria das vezes, ao se fazer um novo investimento em uma máquina-ferramenta ou um conjunto de equipamentos, aquele de menor preço não expressa a melhor opção. Ao se analisar a compra de máquinas-ferramenta, deve ser analisada uma série de fatores de ordens técnica e econômica que levam ao melhor resultado indicado pela relação Custo x Benefício.

    Os principais fatores são:

    · Custo do equipamento

    · Custo do ferramental de corte

    · Custo do meio refrigerante

    · Gasto com energia elétrica

    · Custos com manutenção e peças

    · Área ocupada pelo equipamento

    · Características construtivas da máquina

    · Processo de fabricação da peça

    · Tempo do ciclo de fabricação

    · Tempo de preparação do equipamento

    · Conforto operacional para preparar e realizar manutenções

    · Precisão e grau de acabamento superficial dos produtos acabados

    · Capacidade da máquina de produzir peças por completo

    · Necessidade de realizar operações posteriores em outras máquinas.

    (*) Alfredo Ferrari é engenheiro mecânico e vice-presidente da Câmara Setorial de Máquina-Ferramenta da Abimaq